Lendo as notícias sobre o Papa, me lembrei de uma história curiosa. Na última década do século XIX, um raio atingiu a torre da Igreja Matriz da minha cidade, que foi prontamente restaurada e assim permaneceu até os dias de hoje. Mas, ao colocarem a cruz na sua cúpula, pensaram em prestar uma homenagem ao Papa. Pontificava nessa época um dos mais notáveis, Leão XIII, que, para ativar a memória coletiva, abriu pela primeira vez, sem distinção de nacionalidade ou confissão religiosa, os arquivos da Biblioteca do Vaticano. Foi por isso que meus antepassados, em vez de galo, preferiram colocar um leão e perpetuar, sob os braços da sagrada cruz, a memória desse grande pontífice.