Dorival Júnior conseguiu o inimaginável. Foi adotada a pior estratégia possível. Chega a assustar como um treinador desse calibre, elite nacional, é capaz de cometer um erro tão primário.
Depois de tanto insistir em Marcos Antônio fora da zona preferencial (comandando as saídas, tendo a bola, vendo o campo de frente), assumiu o erro, voltou atrás e, consequentemente, ganhou o melhor de um de seus protagonistas. Até hoje.
Precisando ter a bola contra o Boca Juniors, bater a primeira pressão sem sustos, fez o exato oposto: deixou Marcos Antônio em campo rival, de costas, e entregou as saídas para Danielzinho, sempre incapaz de melhorar os passes iniciais. Não seria hoje que faria diferente.
Detalhe: tudo isso com apenas um dos três zagueiros com a característica de conduzir e dar progressão (Sabino).
Planejamento muito, muito ruim. Muito. A postura coletiva — com e sem bola — está longe da ideal, mas acontece única e exclusivamente por decisão do treinador.
No dia de manter o pianista no piano, Dorival Júnior quis fazer música clássica com bateria e guitarra.