Há poucos dias, divulguei uma sequência alarmante de ameaças de bomba contra escolas e aviões na Itália. Houve quem classificasse a informação como fake news. Pois bem: nesta quinta-feira, 5 de novembro, os alertas voltaram a atingir voos comerciais, mobilizando forças militares e autoridades de vários países.
Agora, até grandes emissoras internacionais estão noticiando a gravidade do que está acontecendo!
Na segunda-feira, 271 escolas italianas receberam e-mails com ameaças de bomba. Algumas foram evacuadas. As mensagens, assinadas por supostos integrantes da Guarda Revolucionária do Irã, também mencionavam um voo da Ryanair. Não há confirmação de autoria iraniana.
Na terça-feira, pelo menos sete voos foram atingidos por ameaças semelhantes. Dois aviões da Ryanair, procedentes de Lisboa e Dublin, passaram por inspeções em Roma. Um deles foi escoltado por caças italianos. Outros alertas atingiram aeronaves na Polônia, Espanha e Bulgária.
E hoje, novamente!
Um Airbus A320 da Aer Lingus, com 151 passageiros e seis tripulantes, que seguia de Dublin para Roma, foi desviado para uma base militar francesa em Évreux. Um caça Rafale foi mobilizado e equipes especializadas em explosivos inspecionaram a aeronave.
Um voo da Finnair, de Helsinque para Roma, também recebeu escolta militar italiana. Na Bulgária, três aeronaves foram afetadas por ameaças, incluindo um voo procedente de Londres, desviado para Plovdiv. A companhia polonesa LOT também foi atingida por um alerta na Bélgica.
Os aviões pousaram em segurança. Até agora, não foram encontrados explosivos nos incidentes com inspeções concluídas.
Mas isso não torna a situação menos grave.
Estamos falando de aviões civis, passageiros, aeroportos e forças militares mobilizadas repetidamente em diferentes países.
Seria uma campanha coordenada de desestabilização? Uma operação de guerra híbrida? Quem está por trás dessas ameaças?
A Rússia é uma das hipóteses que merecem investigação.
O que não se pode mais fazer é tratar essa sucessão de ameaças como algo banal. Alarmes falsos também produzem consequências reais, e a Europa precisa descobrir quem está provocando esse caos.