Nós, da direita, precisamos parar de atacar o Nordeste, fomentar separatismo ou alimentar xenofobia. Antes de fazer qualquer comentário burro sobre a região, é preciso conhecer sua história e sua geografia.
Começo por um fato:
@FlavioBolsonaro recebeu mais de 10 milhões de votos no Nordeste, sendo cerca de 2,5 milhões na Bahia, historicamente um dos principais redutos petistas. Não é pouca coisa.
O Nordeste sempre foi palco de lutas, revoltas e mobilizações populares. Ao mesmo tempo, sofreu durante décadas com o abandono do governo central, problemas climáticos severos e estruturas políticas locais marcadas pelo coronelismo, que muitas vezes se alimentou da própria miséria da população.
Isso vem mudando, pouco a pouco. A economia, o acesso à informação e a própria percepção política do nordestino também estão mudando.
É preciso reconhecer que políticas sociais e programas de transferência de renda ajudaram a reduzir a miséria na região. Mas existe uma diferença enorme entre combater a pobreza e simplesmente administrar a pobreza.
O que o Nordeste precisa é de um governo que ataque seus principais gargalos: água, saneamento, segurança, infraestrutura, educação e geração de empregos.
E nisso existe uma enorme oportunidade.
O Nordeste tem potencial gigantesco no turismo, na agricultura, na energia, na indústria e em diversos outros setores.
A direita deveria entender isso.
Um governo que consiga transformar investimento público em infraestrutura, segurança e oportunidades, em vez de simplesmente manter milhões de pessoas dependentes de benefícios, não apenas reduzirá a pobreza.
Vai conquistar a confiança de uma região inteira.
E talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores oportunidades políticas do Brasil nas próximas décadas.