Um ponto interessante sobre os católicos que estão pregando contra a caridade com aqueles que não votaram no candidato deles é que isso terá um impacto praticamente nulo na prática.
Afinal, as grandes obras de caridade realizadas por católicos em todo o país são conduzidas, em sua maioria, por pessoas que não possuem essa obsessão política.
Basta observar a atuação dos agentes da Pastoral da Criança, da Pastoral Carcerária, da Pastoral do Povo da Rua, da Pastoral da Escuta, da Pastoral Familiar, da Cáritas, da Fazenda da Esperança etc.
Existem agentes de esquerda e de direita, mas praticamente nenhum deles transforma suas convicções políticas em uma obsessão que se sobreponha à missão evangelizadora e caritativa da Igreja.
Na verdade, esses católicos bolsonaristas fanáticos parecem estar muito mais concentrados nas redes sociais, atacando o Papa, os bispos e os padres, do que nas atividades concretas de caridade.
A atuação deles é muito mais na internet do que na vida pastoral da Igreja.