Fofoca: por que Márcia Goldschmidt voltou a ser notícia
Eu não tive um, mas vários colegas que trabalharam na produção dos programas da Márcia Goldschmidt na Band. Todos relatavam a mesma coisa: adoeceram nesse período. Depressão, estresse alto, burnout...Nos bastidores, a apresentadora era tratada como uma das figuras mais tóxicas da TV. Autoritária, grossa, antipática. Calculava até o horário de ir ao banheiro.
A equipe era obrigada a inventar casos e tinha parceria com pequenas agências de talentos. Atores desconhecidos encenavam dramas como se fossem verdadeiros. O programa não inventou isso na TV, mas levava a prática ao limite. Sem contar a exposição de gente humilde com doenças raras (quem lembra do menino peixe dentro de uma piscina de plástico no palco?). Uma das marcas era pegar qualquer pessoa que dissesse ser filho de celebridade.
Quando Marlene Mattos virou diretora artística da Band, em 2004, fez uma reunião com o elenco. Alguém que estava perto me contou que Marlene perguntou, na frente de todo mundo: “você não acha que esse seu visual é muito over, perua e cafona?” Márcia abaixou a cabeça e respondeu com uma palavra: “acho”. Depois, Marlene a levou à Daslu para um banho de loja e a deixou menos carregada. A elegância durou pouco. Marlene ficou cerca de 10 meses na emissora.
A empáfia de Márcia subiu a níveis estratosféricos nos anos seguintes e ninguém entendia o motivo. Até que, em 2007, Claudete Troiano, ao criticar a própria demissão da Band, disse que Márcia “estava tendo um caso” com Marcelo Parada, vice-presidente da emissora. Sem como negar, Márcia tornou público o namoro no programa do Amaury Jr.
Mas a festa logo virou enterro. Márcia se desentendia até com quem vendia o merchandising do programa. Os anunciantes foram sumindo, um a um. O histórico de antes da TV também sempre rendeu especulação nos bastidores. De onde ela veio? E, para quem não sabe, o sobrenome que ela carrega é de um divórcio de 2000: o do barão suíço Cyril von Goldschmidt-Rothschild.
A maior prova de caráter está nas entrelinhas. Mesmo com bons índices por onde passou, Márcia está há quase duas décadas longe da TV. A justificativa inicial era cuidar da filha, uma das gêmeas, nascida com problema, e a vida em Portugal. Mas há tempos ela tenta contrato de novo e eis que surge agora repaginada como a nova musa do humanismo. Nos últimos dias, cortes dela voltaram a circular em vários perfis.
A coincidência tem nome: ela é a nova agenciada da Mynd. O estranho é que os mesmos perfis que acusam amigos de Rodrigo Branco de “passar pano pro racista” agora empoderam quem? Márcia, amiga de Rodrigo Branco, o diretor dos programas fajutos dela na Band.