Jack Oficial - Cantora, Antropóloga gestora pública, profa. da UFF. Segurança Pública, polícias, governos criminais, regimes do medo, periferias, violências.

Rio de Janeiro, Brasil
“Jair não está preso ao lado de Michelle. Aparece guardado por ela.” “A mesma proximidade que autoriza o toque é mobilizada para autorizar a fala.” No artigo “À imagem e diferença do marido, o poder da esposa: os ditos e os não ditos na mensagem de Michelle Bolsonaro”, analiso a imagem e o texto da postagem de Michelle no Instagram em 30 de outubro de 2026. Do cuidado conjugal ao comando político: uma disputa pela autoridade da representação de Jair e pelo monopólio do legado bolsonarista. A esposa se apresenta como os olhos, o movimento e a fala do marido. A “capitã do capitão”. “Ao dizer o que Jair verdadeiramente sente, disputa quem poderá dizer o que o bolsonarismo deve fazer daqui por diante.” Leia meu artigo no Brasil 247 e compartilhe: brasil247.com/blog/a-imagem-… Jacqueline Muniz
1
31
1,833
Redes sociais ganham eleição? Sim e não. Jacqueline Muniz - UFF Dos 513 deputados da Câmara Federal, 21 foram eleitos impulsionados pelas suas redes sociais e campanha digital, ou 4% das cadeiras. Esse efeito direto foi ampliado, porque a votação expressiva de muitos candidatos comunicadores digitais trouxe mais deputados dos seus partidos e federações pelo quociente eleitoral. As redes permitiram que candidatos sem os capitais políticos tradicionais participassem da eleição e se elegessem, o que para a maioria não seria fácil apenas pelas vias convencionais. A vida política digital não está separada da analógica, e os comunicadores sabem disso, como mostram as reeleições de Nikolas Ferreira (PL) e Erika Hilton (PSOL). Hoje todos os políticos usam as redes, indispensáveis como instrumento de comunicação, de mobilização e de engajamento, mas não são suficientes para ganhar eleições majoritárias e proporcionais. Entre os eleitos, 311 foram reeleitos e apenas 48 (9%) nunca tinham vencido uma eleição, e destes só 4 vieram das redes. A maioria dos deputados não iniciou sua carreira nelas e segue recorrendo às estratégias tradicionais de mobilização do voto, que ainda fazem a diferença na disputa eleitoral, embora sejam mais restritas, por serem mais custosas em tempo, dinheiro, pessoal e cobertura territorial. No plano partidário e institucional, contam a estrutura dos partidos, as federações, a identidade partidária e a transferência de votos na lista pelos puxadores. No apoio político e territorial, pesam as máquinas eleitorais de prefeitos e governadores, as emendas e a entrega de bens ao território, e as bases e os redutos eleitorais. Na relação direta com o eleitor, atuam as organizações sociais e comunitárias, que mobilizam e fidelizam, e a campanha presencial com os meios tradicionais. Na representação política, permanecem formas tradicionais, como a partidária e ideológica, a territorial, a corporativa, a identitária, a de intermediação e a personalista. Sim, porque as redes abriram a disputa para quem não tinha capital político tradicional. Não, porque a conversão de engajamento em votos ainda depende das estratégias tradicionais. Falta compreender melhor essa conversão e as interações das redes sociais com os demais meios e modos de produção da política, o que inclui o seu lugar como entretenimento.
5
8
44
1,491
Pessoal, olha que chic! Ganhei um exemplar histórico do “The Guardian …” com @LulaOficial pop na capa! Veja onde o #ExercitoDoLula chegou!
5
31
171
1,120
Jacqueline Muniz - 🇧🇷🏳️‍🌈💉 retweeted
❤️ Nossa eterna gratidão a vocês...
405
2,559
9,351
108,138
Jacqueline Muniz - 🇧🇷🏳️‍🌈💉 retweeted
Isso aqui ficou perfeito
A vida imita a arte. A arte imita a vida. Parodia perfeita para o momento. A banana do banana irmão do bananinha.
4
213
1,913
31,154
Cadê os adultos de esquerda para enquadrarem estes garotos eleitos brincando de extrema direita irresponsável. Eles jovens deputados precisam sair do pátio da escola. Já estão decepcionado e atrapalhando a política antes da estreia legislativa!
Os oportunistas deputados do PT que anunciam nas redes o pedido de retenção dos passaportes de adversários, sempre num tom histriônico, além de replicar o comportamento asqueroso e beligerante do bolsonarismo, dão de bandeja ao movimento a narrativa de perseguição. Um desserviço.
4
15
210
2,882
Jacqueline Muniz - 🇧🇷🏳️‍🌈💉 retweeted
574
6,744
13,215
81,484
Jacqueline Muniz - 🇧🇷🏳️‍🌈💉 retweeted
PROTEJAM OS POVOS INDÍGENAS! A casa da ñandesy Roberta Ximenes, liderança espiritual Guarani e Kaiowá de 90 anos, foi incendiada nesta quinta-feira (29), na aldeia Jaguapiré, em Tacuru (MS). Segundo a Kuñangue Aty Guasu, o incêndio foi criminoso e destruiu instrumentos sagrados. Roberta vinha sofrendo perseguição e racismo religioso. O caso ocorre dias após denúncias de ameaças de envenenamento da água consumida por indígenas no município. A autoria do incêndio ainda será investigada. Via @kunangueatyguasu
853
4,059
7,305
58,661
Jacqueline Muniz - 🇧🇷🏳️‍🌈💉 retweeted
Nós, povos indígenas, nos mobilizamos para que garantíssemos a democracia. Meu parentes no MS vêm sendo assassinados. #ProtejamNossosPovosIndígenas
53
525
1,280
7,308
Basta Lula seguir presidente para e, com isso, a PF seguir trabalhando de forma independente, para o sujeito resolver “falar tudo”!
Em depoimento, Vorcaro se diz disposto a 'falar tudo' e nega fraude no BRB oglobo.globo.com/politica/no…
1
8
50
697
Em 204 anos, do império até hoje, cerca de 52 cartas públicas foram feitas por autoridades políticas. Entre as 4 mais ridículas, duas foram feitas pelos Bolsonaros. O primeiro lugar disparado ficou com Flávio seguido por Temer, Jair e Ciro. Vivi para ver o patético da política alcançar o seu requinte.
1
21
77
1,055
Um anos após a matança no alemão. Tudio na mais normalidade da governança político-criminal no Rio. brasil247.com/blog/um-ano-de…
Um ano depois da megaoperação no Alemão, o que eu disse se confirmou Há um ano, na semana da operação nos complexos do Alemão e da Penha, que o próprio governo contabilizou em 121 mortos, escrevi que ela tinha uso publicitário e eleitoral. Não era repressão qualificada e com foco, como se faz necessário. A operação serviu como espetáculo para fabricar imagem de que se governa, enquanto se faz consórcio com o crime usando as polícias. Escrevi também que a operação pouco afetaria a capacidade política, coercitiva e econômica do CV, cujos núcleos dirigentes seguiram intocados. A operação ainda favoreceu sua expansão e a consolidação de territórios, como é próprio quando se faz a guerra para renovar o valor dos alvarás de funcionamento das firmas criminais (tráfico e milícia) e do arrendamento territorial concedido por agentes do Estado ao CV, à milícia e ao TCP. Um ano depois, nada mudou substantivamente na economia política criminal nem nos territórios sob domínio armado. O que se garantiu, como desejado, foi o resultado eleitoral: chefes de polícia e policiais foram eleitos, assim como o grupo que governa o Rio de Janeiro. Como tenho falado há décadas, constata-se que no Rio se governa com o crime, e não contra ele. O Estado, como agência reguladora do crime, organiza e desorganiza o crime desde dentro, e o faz de modo orientado pelo medo aparelhado, porque a política da insegurança dá resultado eleitoral. Não há Estado ausente nem poder paralelo: há governos que negociam a sua forma de presença e atualizam seus “esquemas político-criminais”, que se traduzem em caixa 2 de campanha, curral eleitoral e muitos votos silenciosos. Isto se tornou tão explícito no Rio que temos, até agora, as seguintes autoridades políticas e policiais que foram presas sob acusação de envolvimento com o crime na condição de patrões, sócios e empregados: o ex-governador Sérgio Cabral; os ex-chefes da Polícia Civil Álvaro Lins, Ricardo Hallak, Allan Turnowski, Rivaldo Barbosa e Marcus Amim; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão e o conselheiro do TCE Domingos Brazão; o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar; o ex-deputado estadual TH Joias; o deputado estadual eleito Márcio Canella; além de policiais civis e militares presos em operações da Polícia Federal e da Polícia Civil em 2026. A lista é grande e não cabe aqui. Por falar e escrever, fui perseguida pela seita bolsonarista, e a perseguição, comandada nas redes por deputados, tomou a forma aguda que toma quando o alvo é uma mulher com mais de 30 anos de trabalho em segurança pública: um trecho recortado de uma entrevista foi transformado em meme, fui fotografada num restaurante e exposta nas redes com incitação à violência física, e se tentou assassinar a reputação de uma pesquisadora e gestora na formação de policiais e na implantação de políticas de segurança como o SUSP, as AISP, a Força Nacional, o ISP, o SINESP, a Matriz Curricular das polícias, a Corregedoria Policial Unificada, indicadores de letalidade e vitimização policial, etc. A UFF publicou nota de repúdio aos ataques, ao ódio e à misoginia, assim como redes de pesquisa e da sociedade civil. Nenhum dos atacantes respondeu aos argumentos, que estão publicados, datados e podem ser conferidos contra os fatos, e que desmontam por dentro as narrativas fakes e as cloroquinas que vendem na segurança pública. Comigo, a intimidação funciona ao contrário: não me silencia e nem me paralisa. Foram mais textos escritos, mais falas públicas, mais pesquisas desenvolvidas e mais derrubadas de teses e argumentos equivocados sobre segurança pública, polícia e crime organizado, ainda que sejam populares e circulem como mantras. Quem quiser ter uma palhinha, aqui seguem alguns textos publicados no Brasil 247, que reúne 60 textos meus, acadêmicos e de opinião: O desastre de uma megaoperação no Alemão e na Penha de um governo que terceiriza o seu comando (30/10/2025): brasil247.com/blog/o-desastr… O Estado como agência reguladora do crime? (11/06/2026): brasil247.com/blog/o-estado-… Debate morno, candidatos ensaiados e segurança pública improvisada (30/09/2026): brasil247.com/blog/debate-mo…
2
12
412
Um ano depois da megaoperação no Alemão, o que eu disse se confirmou Há um ano, na semana da operação nos complexos do Alemão e da Penha, que o próprio governo contabilizou em 121 mortos, escrevi que ela tinha uso publicitário e eleitoral. Não era repressão qualificada e com foco, como se faz necessário. A operação serviu como espetáculo para fabricar imagem de que se governa, enquanto se faz consórcio com o crime usando as polícias. Escrevi também que a operação pouco afetaria a capacidade política, coercitiva e econômica do CV, cujos núcleos dirigentes seguiram intocados. A operação ainda favoreceu sua expansão e a consolidação de territórios, como é próprio quando se faz a guerra para renovar o valor dos alvarás de funcionamento das firmas criminais (tráfico e milícia) e do arrendamento territorial concedido por agentes do Estado ao CV, à milícia e ao TCP. Um ano depois, nada mudou substantivamente na economia política criminal nem nos territórios sob domínio armado. O que se garantiu, como desejado, foi o resultado eleitoral: chefes de polícia e policiais foram eleitos, assim como o grupo que governa o Rio de Janeiro. Como tenho falado há décadas, constata-se que no Rio se governa com o crime, e não contra ele. O Estado, como agência reguladora do crime, organiza e desorganiza o crime desde dentro, e o faz de modo orientado pelo medo aparelhado, porque a política da insegurança dá resultado eleitoral. Não há Estado ausente nem poder paralelo: há governos que negociam a sua forma de presença e atualizam seus “esquemas político-criminais”, que se traduzem em caixa 2 de campanha, curral eleitoral e muitos votos silenciosos. Isto se tornou tão explícito no Rio que temos, até agora, as seguintes autoridades políticas e policiais que foram presas sob acusação de envolvimento com o crime na condição de patrões, sócios e empregados: o ex-governador Sérgio Cabral; os ex-chefes da Polícia Civil Álvaro Lins, Ricardo Hallak, Allan Turnowski, Rivaldo Barbosa e Marcus Amim; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão e o conselheiro do TCE Domingos Brazão; o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar; o ex-deputado estadual TH Joias; o deputado estadual eleito Márcio Canella; além de policiais civis e militares presos em operações da Polícia Federal e da Polícia Civil em 2026. A lista é grande e não cabe aqui. Por falar e escrever, fui perseguida pela seita bolsonarista, e a perseguição, comandada nas redes por deputados, tomou a forma aguda que toma quando o alvo é uma mulher com mais de 30 anos de trabalho em segurança pública: um trecho recortado de uma entrevista foi transformado em meme, fui fotografada num restaurante e exposta nas redes com incitação à violência física, e se tentou assassinar a reputação de uma pesquisadora e gestora na formação de policiais e na implantação de políticas de segurança como o SUSP, as AISP, a Força Nacional, o ISP, o SINESP, a Matriz Curricular das polícias, a Corregedoria Policial Unificada, indicadores de letalidade e vitimização policial, etc. A UFF publicou nota de repúdio aos ataques, ao ódio e à misoginia, assim como redes de pesquisa e da sociedade civil. Nenhum dos atacantes respondeu aos argumentos, que estão publicados, datados e podem ser conferidos contra os fatos, e que desmontam por dentro as narrativas fakes e as cloroquinas que vendem na segurança pública. Comigo, a intimidação funciona ao contrário: não me silencia e nem me paralisa. Foram mais textos escritos, mais falas públicas, mais pesquisas desenvolvidas e mais derrubadas de teses e argumentos equivocados sobre segurança pública, polícia e crime organizado, ainda que sejam populares e circulem como mantras. Quem quiser ter uma palhinha, aqui seguem alguns textos publicados no Brasil 247, que reúne 60 textos meus, acadêmicos e de opinião: O desastre de uma megaoperação no Alemão e na Penha de um governo que terceiriza o seu comando (30/10/2025): brasil247.com/blog/o-desastr… O Estado como agência reguladora do crime? (11/06/2026): brasil247.com/blog/o-estado-… Debate morno, candidatos ensaiados e segurança pública improvisada (30/09/2026): brasil247.com/blog/debate-mo…
6
147
489
7,824
A Appris está fazendo uma promoção de um dos meus livros: "A diferença por fazer: mandato, governança e accountability policiais". Oportunidade para você que quer entender tudo de segurança pública, polícia, policiamento, crime e mecanismos de gestão e apreciar as propostas governamentais e parlamentares. Aproveite aí!
2
4
281
Jacqueline Muniz - 🇧🇷🏳️‍🌈💉 retweeted
441
990
2,112
12,260
Jacqueline Muniz - 🇧🇷🏳️‍🌈💉 retweeted
125
1,438
5,118
25,792