O roteirista de PRIMETIME, Ajon Singh, contou à GQ como seu roteiro chegou em Robert Pattinson:
"Eu tinha uma confiança com esse roteiro que geralmente é perigosa. Mas o apresentamos ao mercado e ninguém sequer quis lê-lo. Essa foi a parte realmente triste. Eu pensei: "Leiam e depois passem adiante — isso é o fim da linha. Se vocês não lerem, eu nem tive uma chance." Foi de partir o coração. Aí recebo uma ligação do Will [Iannaccone] dizendo: "Não sei como isso aconteceu, mas o Robert Pattinson leu o roteiro e quer te conhecer."
Eu fiquei tipo, "Como diabos o Robert Pattinson conseguiu o roteiro? A gente não consegue nem outro produtor para esse filme." Era tão improvável. Aparentemente, ele e a Brighton, a sócia dele na produção, conseguiram o roteiro numa festa e depois entraram em contato comigo. Então a gente se reuniu numa chamada de vídeo pelo Zoom e eles simplesmente entenderam. Foi um dos momentos mais gratificantes de toda a minha carreira.
Durante aquela reunião no Zoom, estranhamente, nem fiquei nervoso porque não conseguia processar que aquilo estava realmente acontecendo.
Eu disse: "Olha, Rob, eu sei que você está ocupado, mas se você algum dia considerar atuar neste filme, acho que poderíamos fazer algo realmente especial." E ele respondeu: "Eu estaria mentindo se dissesse que não me imagino nesse papel... Mas eu jamais o faria. Quero produzi-lo."
A partir daí, enquanto estávamos resolvendo tudo isso, Robert deu uma festa de aniversário para a qual eu não fui convidado [Risos]. E nessa festa de aniversário, o diretor Lance Oppenheim estava lá. E aparentemente, eles estavam se divertindo bastante na festa, e Brighton e Rob levaram o roteiro em um celular para Lance, que começou a lê-lo ali mesmo na festa e depois foi para o carro e continuou lendo.
Na manhã seguinte, ele me mandou um e-mail lindo. Provavelmente foi o e-mail mais efusivo que já recebi na vida. E eu pensei: "Nossa, que legal. Quem é Lance Oppenheim?". Mas ele compartilhou o link [do trabalho dele] e eu assisti e pensei: "Esse é o melhor diretor em atividade". Senti uma conexão espiritual com o trabalho dele. Sem falar que, quando assisti a Spermworld no Hulu, juro por Deus, apareceram duas barrinhas na tela, e eram anúncios da rede online TruBlu, do Chris Hansen. Não sei se meu celular está enviando informações para a TV, mas prefiro acreditar que é algo maior do que isso.
Então, ele me convenceu, almoçamos juntos e foi incrível. Estávamos nos preparando para apresentar o projeto a diretores provavelmente maiores, mais comerciais e com maior potencial de retorno financeiro. Mas, assim que contratamos o Lance, a A24 nos ofereceu um financiamento para fazer o filme, porque aparentemente eles estavam tentando convencê-lo a fazer um filme de ficção e ele sempre recusava. O projeto, que estava completamente morto, passou a ter um financiamento garantido em apenas duas semanas e meia."