A manifestação com carro de som e boneco inflável dentro do campus começou às 16h. Passei pelo local depois das 17h e não havia sequer um agente da segurança da UFRN acompanhando a situação, avaliando os riscos ou tomando providências diante do que era possível e de um cenário que já dava sinais claros de que poderia se agravar.
O som alto estava a menos de 100 metros de um bloco de aulas, interferindo diretamente no ambiente acadêmico. E qual foi a resposta institucional? Pelo que presenciei, nenhuma.
Não se tratava de uma mobilização numerosa, mas de um grupo pequeno, organizado e com estrutura suficiente para alcançar seus objetivos. O que chama atenção não é apenas a conduta dos manifestantes, mas a aparente passividade de quem deveria zelar pelo funcionamento e pela segurança da universidade.
A omissão também produz consequências. E é inadmissível que situações previsíveis avancem dentro de uma universidade pública sem que haja, ao menos, uma atuação preventiva visível.