Fui eu quem trouxe à tona o caso Ana Clara nesta eleição. E digo categoricamente: questionar a atuação de Flávio Bolsonaro não é atacar a advocacia criminal.
Sou advogado com orgulho. Todo acusado tem direito à defesa, mas isso não impede questionar as escolhas de um senador que recebe quase R$ 50 mil por mês do nosso dinheiro e defende de graça um acusado de matar uma criança, sem procurar a família da vítima.
Atuei como advogado da família de Ana Clara, ao lado de outras advogadas, na fase de inquérito. Sei da barbárie da morte dessa criança, pois vi o laudo cadavérico do corpinho dela destroçado por uma bala de fuzil.
O direito à defesa não coloca as escolhas de um senador miliciano acima da crítica.