é simples assim.
Eu fiquei em dúvida durante quase todo o segundo turno. No primeiro, iria votar em Caiado, mas acabei votando em Renan, pois achei que ele seria o terceiro colocado e também queria ajudar o Missão a crescer.
Logo após o primeiro turno, comecei mais disposto a votar em Flávio, mas, ao longo das três semanas, comecei a ponderar:
Lula é conhecido, tanto pelas qualidades quanto pelos defeitos. Flávio era uma incógnita, cujas únicas informações que eu tinha sobre ele eram:
1- Estelionato eleitoral: toda a campanha dele foi baseada em promessas de medidas impossíveis de serem conciliadas em um mesmo plano de governo.
2- Já tinha feito um acordo com o STF após o primeiro turno: prova disso, além das notícias e reuniões com Gilmar, é que ele não citou nenhuma vez a Corte nessas últimas três semanas (meu principal motivo para votar nele seria um voto contra o STF).
3- Cheio de esqueletos no armário.
4- Submisso a Trump, a coisa mais
repugnante do planeta nos dias de hoje: Flávio é fraco e cederia tudo à massa disforme alaranjada.
5- Flávio tem zero experiência em absolutamente tudo, péssimo histórico como parlamentar e, aparentemente, é viciado em esquemas. Eu não acredito em governo bom de gente ruim.
Existe também um fator que pesou muito na minha decisão: o bolsonarismo juntou uma seleção do que há de mais escroto e nojento na política brasileira. A arrogância de Nikolas, Pavanato e Marçal nas manifestações, debates e podcasts me fez criar nojo, a ponto de votar em Flávio contra Lula me dar a sensação de jogar merda na Mona Lisa. O Nikolas falando que, se Flávio mudasse a Constituição, poderia se candidatar à Presidência me deu asco. Eu não quero Pavanato como ministro de Reels.
Se a direita brasileira hoje é representada por Pavanato e Pablo Marçal, talvez eu não deva mais me considerar de direita, mas também não de esquerda, e sim um recorte de tudo em que acredito (Stevenismo).
A decisão veio só na última semana mesmo. A foto de Lula com a bandeira do Brasil em uma mão e a Constituição na outra, em contraste com o vídeo de Flávio dançando de abadá, que nem um imbecil, em cima do trio, me fez ter absoluta certeza do meu voto.
E se botarem outra pessoa com sobrenome Bolsonaro como cabeça de chapa em 2030, eu voto 13 de novo.