A Europa nunca foi convidativa ao jogador saudita. Salários menores, distância da família, da cultura e da religião. O “sonho da Europa” nunca foi prioridade. Para o bom jogador saudita, quase sempre fez mais sentido ficar e construir seu nome até virar lenda em um dos grandes clubes do país.
Esse parecia ser o caminho natural para Saud Abdulhamid. Era assim que sua trajetória se desenhava no Al Hilal. Mas ele decidiu arriscar e apostar no projeto que o levou à Europa.
Chegou à Roma e teve poucas oportunidades. No Lens, para onde foi emprestado, também demorou a se firmar. Ainda assim, resistiu, ganhou espaço aos poucos e conquistou a confiança de Pierre Sage.
Em 2026, a virada aconteceu. Hoje, mais uma vez, foi peça essencial, com duas assistências que ajudaram a colocar o Lens na final da Copa da França.
Saud é o primeiro jogador saudita a disputar uma final em uma das cinco grandes ligas europeias. E, pelo exemplo que começa a construir, talvez não seja o único nos próximos anos.