Hoje, Lisboa acordou mais silenciosa e com o coração mais frágil.
Partiu Jorge Palma, o eterno rapaz do piano, o poeta vagabundo que fez das nossas ruas o seu palco e das nossas vidas a sua grande canção.
Nascido em Lisboa, Jorge Palma conhecia o pulsar desta cidade como ninguém. Dedicou-lhe acordes, madrugadas e uma honestidade desarmante que nos ensinou a rir dos dias errados e a abraçar o recomeço em cada "Primeiro Dia".
Foi o músico de rua em Paris, o mestre do Conservatório, a voz rebelde e livre que nunca se cansou de defender a cultura e a liberdade.
Lisboa chora hoje um dos seus filhos mais brilhantes, mas a sua música — essa — permanece connosco, tatuada na alma de Portugal.
Hoje despedimo-nos de ti, mas guardamos a certeza de que a tua música será sempre o nosso eterno recomeço.
Obrigado por tanto, Jorge. Descansa em paz e até sempre.