Fazer caridade é importante. Mas o que define uma pessoa são suas atitudes no dia a dia, não os gestos de generosidade que pratica de vez em quando.
Há quem faça caridade para aliviar a própria consciência, para sentir menos culpa por viver numa sociedade em que alguns têm tudo e tantos outros não têm quase nada.
O curioso é que muitas dessas pessoas, tão dispostas a ajudar os pobres individualmente, são contra qualquer projeto que procure distribuir a renda de maneira mais justa e reduzir as desigualdades.
Doam o que lhes sobra, mas não admitem abrir mão de um centímetro dos próprios privilégios.
No fundo, querem continuar ajudando os pobres, desde que os pobres continuem pobres. Porque uma coisa é fazer caridade. Outra, bem diferente, é querer justiça social.