Eu morria e não sabia que o Flávio Dino tinha sido o relator do projeto que instituiu voto impresso em 2009. (O projeto acabou derrubado pelo STF em 2013.)
O Dino de 17 anos atrás tinha discurso parecido com o meu, criticando o TSE e o Judiciário por quererem usurpar função do Congresso e legislar.
A propósito, em 2015, o Congresso aprovou voto impresso de novo. Dilma Rousseff vetou, dizendo estar agindo conforme o desejo do TSE, que tinha se posicionado contra. O Congresso derrubou o veto e aprovou de novo o voto impresso, mas foi derrubado novamente pelo STF em 2018.
No ano seguinte, em 2019, o Congresso tentou aprovar voto impresso de novo (pela quarta vez) — desta vez, pela via de emenda à Constituição —, mas a maioria ficou aquém da necessária para uma PEC e o projeto fracassou. Deputados da direita afirmaram à época que ministros do STF e do TSE participaram das discussões no Congresso para dissuadir os deputados de votarem a favor.
Mas a história não morreu, porque ainda existem projetos em tramitação tentando instituir voto impresso.
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