PARA DERROTAR FLÁVIO, PAREM DE ATACAR FLÁVIO
No campo da esquerda, Lula.
Sozinho.
Do outro lado da chave:
@FlavioBolsonaro
@ronaldocaiado
@RenanSantosMBL
@RomeuZema
@augustocury
Uma mão cheia.
Cinco candidatos com boas armas eleitorais disputando uma única vaga.
Enquanto Lula se preserva, a direita se devora.
Uma verdadeira Guerra dos Tronos.
Todos eles sabem o que está em jogo.
Quem sobreviver a essa chave e chegar ao segundo turno terá uma chance enorme de derrotar Lula.
Pense: diferentes pesquisas colocam o sentimento antipetista perto de 55% do país. Quando restar apenas um nome contra Lula, boa parte desse sentimento tende a se concentrar nele.
O segundo turno simplifica tudo.
De um lado, Lula.
Do outro, a única possibilidade disponível de derrotar Lula.
É justamente porque essa vaga vale tanto que eles brigam e ainda vão brigar muito.
Mas quatro deles estão cometendo o mesmo erro.
Caiado, Renan, Zema e Cury parecem mais preocupados em combater Flávio do que Lula.
É legítimo.
E, ainda assim, é um erro estratégico.
Porque o eleitor antipetista não está conduzindo uma entrevista de emprego.
Ele não escolherá apenas o melhor currículo, o programa mais completo ou o candidato mais preparado.
Há uma pergunta que vem antes de todas as outras:
QUEM PODE DERROTAR LULA?
Essa é a pergunta que organiza o voto da direita.
E, neste momento, não sou eu quem está respondendo. São as pesquisas.
Hoje, o eleitor antipetista colou essa etiqueta em Flávio.
Ele é percebido como o principal antiLula.
A explicação mais fácil seria dizer que isso acontece apenas porque Flávio é herdeiro de Bolsonaro.
Mas essa explicação está incompleta.
O sobrenome abriu a porta.
O posicionamento mantém Flávio dentro da sala.
Flávio faz algo que seus adversários ainda não compreenderam completamente:
ELE MIRA LULA.
Ele aponta para o alto da chave.
Confronta o presidente, ataca a esquerda e se comporta como se já estivesse disputando a final.
Não perde sua própria voz discutindo com a direita.
Os seus aliados mais barulhentos até fazem isso. Mas o eleitor comum não acompanha as guerras de grupelhos, as intrigas dos bastidores e as brigas de bolha.
Quando quatro candidatos atacam Flávio, os quatro dizem ao eleitor que Flávio é o líder da direita.
Quando Flávio ataca Lula, ele diz ao eleitor que seu adversário já é o presidente da República.
Foi uma das grandes lições deixadas por Marçal em São Paulo, em 2024.
Mesmo sem avançar, ele quase tomou a vaga porque conseguiu parecer, para uma parte relevante do eleitorado, o adversário mais ameaçador da esquerda.
Não tinha o apoio da família Bolsonaro.
Mas, em determinados momentos, parecia mais bolsonarista do que os candidatos apoiados por Bolsonaro.
Entenda:
Quem quiser ultrapassar Flávio terá que ser, eleitoralmente, mais bolsonarista do que o próprio Flávio.
É a capacidade de representar oposição, provocar a esquerda, mobilizar o antipetismo e fazer o eleitor acreditar que Lula finalmente encontrou um adversário perigoso.
Quem mais se aproxima disso hoje é Renan Santos. Renan tem linguagem, coragem e agressividade política. Mas ainda perde tempo demais batendo em Flávio.
E cada minuto gasto contra Flávio é um minuto que ajuda Flávio.
A verdadeira virada acontecerá quando algum desses candidatos conseguir fazer Lula responder, o PT reagir e a esquerda demonstrar preocupação.
Quando o PT ataca, certifica que existe uma ameaça.
E quando o eleitor antipetista percebe que Lula sentiu a chegada de alguém, começa a pensar:
“Talvez seja esse.”
Existe ainda um segundo passaporte para essa final:
ULTRAPASSAR OS 10%.
Dois dígitos mudam a psicologia da eleição.
Acima dos 10%, começa a ser considerado.
Mas uma coisa puxa a outra.
Quem adquire viabilidade começa a receber voto útil.
Portanto, pegue suas melhores flechas retóricas.
Mire o chefão final, sozinho no outro lado da chave.
Chegará lá quem substituir Flávio, na cabeça do eleitor, como o homem capaz de derrotar Lula.