O que aconteceu com a fertilidade dos países historicamente católicos?
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Países tradicionalmente associados ao catolicismo aparecem com taxas de fecundidade muito baixas. Em diversos deles, a queda registrada na última década foi mais acentuada do que a média mundial.
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Os dados mostram que a Taxa de Fertilidade Total, ou seja, quantos filhos cada mulher tem, dos países católicos (segunda imagem) caiu de 1,99 para 1,34 filho por mulher entre 2015 e 2025, uma redução de 33%. A média mundial passou de 2,49 para 2,18, uma queda de 12%. A queda da fertilidade dos países católicos foi cerca de 2,6 vezes mais agressiva que a mundial.
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Na tabela, todos os dez países apresentam quedas percentuais superiores à média global. Itália, Espanha, Polônia, Argentina e Chile aparecem com taxas inferiores a 1,15 filho por mulher. México e Colômbia chegam a 1,23. Mesmo países que começaram o período com números relativamente elevados, como Filipinas e Peru, registram enormes reduções.
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As taxas de alguns países católicos está abaixo de países secularizados como o Japão (1,14) e chegando próximo de Singapura (0,87) e China (1,0).
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Ainda assim, a pergunta permanece relevante: por que a tradição católica da família não tem sido suficiente para sustentar a formação de novas famílias e o nascimento de filhos?