Vamos falar sobre as DIRETORAS que são responsáveis por grandes feitos na nossa indústria GL.
(Citarei algumas e talvez esqueça outras. O intuito deste texto é elevar a representatividade das mulheres, não rivalizar.)
Nós temos a P'Boo com as LMSY, a P'Fon com as EmiBonnie e a P'Au com as LenaMiu.
O que encontramos em comum nessas produções? Uma sensibilidade e um olhar muito particulares sobre as relações entre mulheres.
O relacionamento entre duas mulheres vai muito além da afetividade. Existem nuances, experiências, conflitos e sentimentos que merecem ser retratados com profundidade, cuidado e sensibilidade.
E reparem que nem entrei na questão de que, visivelmente, as atrizes também parecem se sentir mais confortáveis trabalhando com essas diretoras.
E não é apenas uma impressão da Marya. Estamos falando de declarações feitas pelas próprias atrizes. Elas demonstram satisfação em trabalhar com essas profissionais e muitas, inclusive, já repetiram essas parcerias, tendo mais de um trabalho com as mesmas diretoras à frente das produções.
Eu nem vou entrar no mérito de algumas produções que tiveram resultados bastante questionáveis sob a direção de homens. Alguns profissionais, inclusive, já reconheceram publicamente a dificuldade de compreender determinadas nuances e a falta de experiência para conduzir esse tipo de produção.
Enquanto isso, diretoras mulheres vêm conquistando espaço e entregando trabalhos de grande sucesso.
Claro que não devemos generalizar e considerar que todo diretor homem será automaticamente ruim. Existem profissionais excelentes em todos os gêneros. Mas precisamos reconhecer que a presença de mulheres nas equipes, especialmente em posições de liderança criativa, pode fazer uma diferença muito positiva na construção dessas histórias.
E não adianta a sua fav ser uma ótima atriz se ela estiver inserida em uma produção com direção e roteiro ruins.
Não vou citar exemplos, mas 2026 está cheio deles. GLs com atrizes excelentes que acabam não alcançando todo o seu potencial por conta de problemas de direção, roteiro e desenvolvimento da história.
Então, aproveito este texto também para pedir que nós, enquanto público, saibamos respeitar e valorizar as diretoras mulheres.
Elas merecem ser cobradas e merecem críticas construtivas. Ninguém está acima de avaliações profissionais.
Mas existe uma diferença enorme entre uma crítica construtiva e uma campanha de desvalorização. Evitem pesar a mão sobre elas e sobre seus trabalhos.
Lembrem-se de que, historicamente, as mulheres começam em desvantagem em praticamente todos os ambientes profissionais. A história deixa claro que conquistar espaço, reconhecimento e respeito sempre exigiu muito mais delas.
Então, enquanto público que consome GL, espero que a gente saiba ser um pouco mais como nossas favs e abrace as diretoras que trabalham com elas, que ajudam a contar suas histórias e que demonstram tanto cuidado com essas artistas.
Valorizar as mulheres que estão por trás das nossas histórias favoritas também é uma forma de fortalecer a indústria GL.
E é isso que eu gostaria de ver cada vez mais.