POR QUE O BRASIL SÓ SAIRÁ DO TERCEIRO MUNDO SE FLÁVIO DESTRUIR AS CASTAS DO ESTADO COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Por: Mooska (
@LagSignal)
Obs. Mooska sabe que vai perder seguidor, e esta tudo bem.
Eu pago o preço.
O debate político brasileiro passa décadas girando em torno de bravatas ideológicas e promessas de palanque, mas foge covardemente do único diagnóstico que realmente explica a nossa paralisia histórica.
O Brasil não é uma nação pobre.
O Brasil é uma nação produtiva e vigorosa mantida como colônia de exploração por uma aristocracia burocrática encastelada no serviço público.
Nenhum presidente da República conseguirá reerguer a economia ou devolver a dignidade ao trabalhador se não tiver a coragem de mirar o canhão contra o coração do monstro: a máquina do funcionalismo estatal.
Os dados técnicos não deixam margem para sofismas retóricos.
O relatório histórico do Banco Mundial sobre a gestão de pessoas no Brasil revelou um escândalo que a grande mídia prefere empurrar para baixo do tapete.
O funcionalismo público civil do Executivo Federal recebe, em média, um salário noventa e seis por cento superior ao de um trabalhador do setor privado com rigorosamente a mesma escolaridade, idade e experiência.
Esse abismo salarial colocou o Brasil no topo absoluto da disparidade mundial entre cinquenta e três nações analisadas. Enquanto a média global do chamado prêmio salarial do setor público gira em torno de vinte e um por cento, aqui a máquina federal remunera os seus burocratas com quase o dobro da iniciativa privada. No topo do Judiciário e do Legislativo, a distorção salta para estarrecedores cento e trinta por cento.
O levantamento do Atlas do Estado Brasileiro, conduzido pelo IPEA, e os estudos do Centro de Liderança Pública desenham o mapa da injustiça com números implacáveis.
A folha de pagamentos dos três níveis de governo consome mais de treze por cento do produto interno bruto.
É uma proporção mais pesada do que a média dos países ricos da OCDE.
A tragédia nacional, contudo, não reside na quantidade absoluta de servidores na ponta da linha, mas na concentração indecente de privilégios no topo da pirâmide.
Enquanto o professor municipal, o policial na viatura e a técnica de enfermagem ganham salários modestos, a elite encastelada em Brasília drena a riqueza da nação.
Estudos do CLP mostram que o controle rigoroso dos penduricalhos e verbas indenizatórias que furam o teto constitucional economizaria imediatamente quase três bilhões de reais por ano.
Uma Reforma Administrativa profunda tem o potencial comprovado de devolver quatrocentos bilhões de reais aos cofres públicos em uma década.
Pior do que o custo fiscal astronômico é a paralisia estrutural e o aparelhamento partidário da máquina.
O instituto da estabilidade no serviço público, criado no século passado sob o pretexto de proteger o Estado contra arbitrariedades, transformou se em uma trincheira sindical inexpugnável.
Tornou se quase impossível demitir um servidor por incompetência crônica, desídia ou sabotagem administrativa.
Carreiras inteiras de regulação e fiscalização foram capturadas por sindicatos alinhados ao petismo que operam abertamente como braços de resistência ideológica, travando licenças, emperrando concessões e boicotando qualquer iniciativa de modernização econômica votada pelo Congresso.
É exatamente aqui que a tecnologia impõe um imperativo moral e econômico inadiável.
Pesquisas do Banco Interamericano de Desenvolvimento, da Fundação Getulio Vargas e auditorias do próprio Tribunal de Contas da União comprovam que mais da metade das tarefas executadas na administração burocrática brasileira é repetitiva, padronizada e puramente cartorial.
Sistemas avançados de Inteligência Artificial já são capazes de analisar minutas, conferir conformidade de contratos, cruzar bancos de dados fiscais e emitir despachos em fração de segundos.
O que antes exigia andares inteiros de gabinetes refrigerados e carimbadores estabilizados pode ser processado hoje por algoritmos auditáveis a uma fração infinitesimal do custo.
A Inteligência Artificial decretou a morte técnica da burocracia de carimbo.
Insistir em manter essa estrutura arcaica é tributar o suor de quem pega ônibus para bancar a ociosidade remunerada de uma casta protegida.
O recado a Flávio Bolsonaro precisa ser direto, seco e desprovido de ilusões palacianas: vencer a eleição contra o PT no próximo domingo é apenas a etapa preliminar.
Se o novo governo entrar no Planalto recuando diante do corporativismo de Brasília e arquivando a Reforma Administrativa por medo de greve de sindicato, será asfixiado vivo pelo próprio Estado que pretende governar.
O sistema vai engolir as metas fiscais, vai sabotar as privatizações e vai drenar os recursos que deveriam ir para a segurança e a saúde básica.
A liderança de um estadista se mede pela disposição de quebrar a espinha dorsal dos privilégios históricos.
Flávio precisa colocar a aprovação da PEC 32 no centro da sua agenda prioritária já na transição de governo.
É preciso extinguir a estabilidade para novas contratações administrativas, unificar carreiras em moldes compatíveis com o mercado privado, aplicar o teto constitucional sem exceções e digitalizar a administração pública de ponta a ponta com Inteligência Artificial.
Não haverá fuga do subdesenvolvimento enquanto a riqueza gerada por quem acorda antes do sol continuar sendo confiscada para sustentar a corte mais cara e ineficiente do planeta.
O futuro do Brasil não depende de remendos orçamentários.
Depende da coragem moral de derrubar a última bastilha do parasitismo estatal.
Zumm...
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