Um adendo interessante:
Eduard Limonov se trancou no quarto e aprendeu a fazer calças jeans à mão. Com isso, ele virou vendedor de calça e conseguiu se sustentar enquanto tentava crescer na sua carreira de poeta (depois ele casou com uma gorda esquizofrênica e ficou sendo sustentado por ela um tempo, mas aí é outra história).
Helena Blavatsky, quando se mudou pros EUA sem muitos meios, chegou a costurar pra fazer dinheiro e poder se dedicar aos seus estudos e práticas espirituais (aí ela ganhou uma grana publicando o Isis Unveiled um tempo depois, mas, de novo, outra história).
Segundo Jaime Pinsky, no História dos Judeus, um dos motivos que fizeram eles se afeiçoarem ao ramo de empréstimo pecuniário foi que isso dava a eles tempo livre pra estudarem o Talmud no dia-a-dia.
Enfim, são só alguns exemplos de muitos. O que não falta na história são casos de pessoas que conseguiram tirar uma grana, até em situações adversas, de modo a manter sua liberdade e poder continuar focando em projetos pessoais. Aí você decida se a sua prioridade é fazer dinheiro ou ter tempo pra realizar os seus projetos. Mas dá pra fazer um pouco dos dois tranquilamente, com um pouco de planejamento.
O saite do blaugers é até ponto de desabafo pra jovens sensíveis e atribulados.
Já trabalhei em agência e hoje sou autônomo, e nenhum dos dois é mil maravilhas.
No mundo corporativo você tem todas as partes ruins que a gente já sabe, mas mais estabilidade (em teoria). Ser autônomo dá bem mais dinheiro, mas tem que ficar correndo atrás de cliente e de vez em quando trabalhar à noite, fim de semana etc resolvendo perrengue.
Ser concursado parece ótimo, mas é dificil achar um concurso bom em cidade grande que não tenha uma centena (ou bem mais do que isso) de candidatos por vaga.
As aves do céu têm seu ninho, as raposas têm seu covil, mas o jovem brasileirinho não tem onde deitar a cabeça. É do jogo.