Como todos sabem, eu sou Flávio desde criancinha. Desde antes de ser modinha.
Sou Flávio porque quero meu amigo Filipe de volta. Quero os presos políticos libertos, a liberdade de expressão restituída e o poder do voto novamente respeitado. Quero que seja permitido discutir o sistema eleitoral, porque nada dá mais legitimidade a uma eleição do que regras claras, transparentes e aceitas por todos.
Quero o fim do sequestro da cultura e do aparelhamento da educação. Quero minha mulher passeando na rua com nosso cachorro sem medo de perder a aliança ou, pior, a própria vida.
Quero que o dinheiro volte a ter poder de compra e dê ao cidadão a expectativa concreta de uma vida digna, confortável e próspera. Quero uma burocracia técnica e isenta de ideologia. Programas, licitações, prêmios e editais justos, parcimoniosos e sérios. Gastos públicos controlados na ponta do lápis e um mercado pujante, capaz de enriquecer quem tem boas ideias, oferece bons serviços e produz coisas que as pessoas desejam comprar.
Quero que a política, essa atividade superior que Aristóteles já sabia indispensável à vida humana, volte a ser enobrecida. Com instituições bem desenhadas, incentivos corretos e homens públicos devotados ao bem comum.
Quero jovens, adultos e idosos convivendo no mesmo mundo, sem esquecer os antepassados nem negligenciar a posteridade.
E quero que os construtores deste novo Brasil honrem quem esteve ao lado da causa quando isso era malvisto, perigoso e custava caro. Que valorizem a lealdade e o mérito, sem se render às falsas igualdades que nivelam tudo por baixo.
Quero um Brasil competitivo, livre, culto e próspero. Um Brasil que sirva de exemplo e desperte nos estrangeiros a vontade de aprender português só para descobrir qual é o nosso segredo.
E, já que estou pedindo muito, quero mais uma coisa: que o mundo traduza Olavo para duzentos idiomas.
Dia 25 de outubro, sem nem um pingo de dúvida, é 22, Flávio Bolsonaro para presidente.