É MUITO IMPORTANTE que o torcedor do
@Flamengo se APROPRIE DESSE ASSUNTO...
Uma mentira contada MIL VEZES, DESSA VEZ, NÃO VAI SE TORNAR UMA VERDADE.
E eu PRECISO que o torcedor do Flamengo faça esse trabalho de VASCULHAR, DE QUEBRAR ESSAS NARRATIVAS...
Não importa se você DEFENDE a proibição ou não das BETS.
E vou explicar pq:
Em 2025, o Flamengo teve aproximadamente R$ 1,97 bilhão de receitas totais. O valor anual estimado do contrato com a Betano equivale a aproximadamente 13,6% desse montante.
E as demonstrações financeiras do próprio clube mostram uma estrutura bastante diversificada: somente as receitas recorrentes chegaram a R$ 1,571 bilhão, incluindo cerca de R$ 612 milhões em broadcast e R$ 541 milhões em receitas comerciais.
Além disso, patrocínio desaparecido não significa necessariamente receita permanentemente igual a zero, porque aquele espaço comercial pode ser vendido a empresas de outros setores, embora não haja garantia de conseguir os mesmos R$ 268,5 milhões.
Aí eu te pergunto:
Quem está mais próximo de conseguir outro patrocinador?
O
@Flamengo, estruturado, vencedor, com uma nova administração que acaba de APROVAR uma LEI NO CONSELHO do clube tratando a administração do Flamengo com seriedade, profissionalismo, e AUDITADO por uma big four...
Ou o Vasco? O Botafogo? O Santos? O Corinthians? O São Paulo? O Fluminense?
Por exemplo, o Corinthians perderia cerca de 15% de uma receita equivalente à de 2025.
Outro exemplo numérico: se uma empresa de outro setor pagasse R$ 150 milhões pelo espaço hoje ocupado pela Betano, o impacto líquido no Flamengo seria R$ 118,5 milhões, aproximadamente 5,7% da receita de 2025, e não 12,8%.
Tem outro detalhe interessante: o fenômeno não é exclusivamente Flamengo.
13 dos 20 clubes da Série A possuem atualmente uma casa de apostas como patrocinadora master, e os clubes estimam cerca de R$ 1 bilhão anuais em patrocínios de bets no campeonato.
Além disso...
Faça o teste mais cruel possível com o
@Flamengo:
Suponha que amanhã:
Betano = R$ 0.
E, para favorecer completamente o argumento de que o Flamengo QUEBRA assim, vamos supor que:
Flamengo não consiga vender o patrocínio máster para absolutamente ninguém.
Receita de referência:
R$ 2,089 bilhões - R$ 268,5 milhões = R$ 1,821 bilhão.
Ou seja, mesmo nesse cenário artificialmente extremo, a receita remanescente seria de aproximadamente R$ 1,82 bilhão.
Isso é interessante porque o Flamengo continuaria com uma receita, usando os números de 2025 apenas como referência, superior à receita total registrada por qualquer outro clube brasileiro naquele exercício. O Palmeiras, segundo colocado, faturou R$ 1,696 bilhão.
E tem algo ainda melhor que eu mencionei anteriormente!!!!
A capacidade de substituição comercial provavelmente não é igual entre os clubes.
A Sports Value estimou o valor da marca Flamengo em R$ 2,374 bilhões, o maior do futebol brasileiro. Depois aparecem Palmeiras, R$ 1,569 bi; Corinthians, R$ 1,429 bi; São Paulo, R$ 1,109 bi; Botafogo, R$ 891 mi; Atlético-MG, R$ 772 mi; e Fluminense, R$ 716 mi.
E já existe informação concreta de mercado: diante da possibilidade de saída da Betano, a Lubrax manifestou interesse em assumir o espaço máster, enquanto o Flamengo também teria recebido sondagens de bancos e multinacionais.
Isso não prova qual será o valor de eventual contrato substituto, mas mostra que o cenário realista não precisa ser "R$ 268,5 milhões → R$ 0".
Então imagine três cenários:
Sem substituto: perda de R$ 268,5 mi, aproximadamente 12,9% da receita de referência.
Novo patrocinador pagando R$ 150 mi: perda líquida de R$ 118,5 mi, aproximadamente 5,7%.
Novo patrocinador pagando R$ 200 mi: perda líquida de R$ 68,5 mi, aproximadamente 3,3%.
O valor absoluto, sozinho, não mede dependência financeira.
Para medir vulnerabilidade, precisaríamos olhar conjuntamente perda líquida após substituição do patrocinador, receita recorrente, endividamento, caixa, custos comprometidos...