"Há canções que resplandecem alegria, como as do Burt. Gosto muito da alegria. A tristeza, quase sempre, não está com nada."
Mais recente texto na substack.
Agora começam os lamúrios dos ‘tempos sombrios, tempos difíceis’, que muito embora sempre revestidos de arte e esteticismo, não nos deu uma única obra memorável, oito anos atrás. A esquerda já foi menos ridícula. E sobretudo, mais estética.
Hora de parar de fazer filmes sobre cantores e passar a filmar os grandes políticos br. Músicos compõem canções e se drogas até morrer. Ok. Queremos saber como é ser um homem público e manter 2 ideias contraditórias na cabeça: a avidez por ser amado, e a de lesar o próprio povo.
Às vezes procuro playlists de grandes letras de música br e só encontro a chatice das canções políticas. Nós, que admiramos quem numa canção de rádio escreve magnitudes como o caetano chamando o encontro amoroso de 'o tenebroso esplendor'. Há versos q irrelevam qqr esquerdismo.
Queria ter a autoestima da classe artística, q acha que ainda tem poder de decidir eleições. O artista br segue a tradição do grande estrelato: vaidade inconsequente, opiniões sobre tudo, esquerdismo latente. Falta apenas o talento q fazia dos três primeiros tópicos irrelevantes.
Td romance contemporâneo da cia das letras me lembra que a redação correta é apenas 20% de um romance. Mas quase sempre, é tudo que apresentam. Esse breve elogio da incompletude. De livros que 'poderiam ser'. 20%. A percentagem de literatura com a qual nos conformamos.
Na mais recente entrevista, Ed Motta cita Burt Bacharach, que n era citado na grande imprensa Br desde sua morte, dois dias depois eu mandar via substack um texto sobre ele. N é nem de longe meu melhor texto, mas é sempre honroso saber q sou lido por alguém q tanto admiro.
Esperem. Ele n leu uma única linha do q andei escrevendo? Tio Ed n tem a menor ideia de q ja encostei a ponta de um lápis em uma folha? Oh, me perdoem. Me perdoem, sou todo vergonha. Nós, leoninos típicos, sempre achando q o mundo é uma decorrencia de nossas obsessões 😔😪.