O resultado da eleição, numericamente falando, é uma aberração. No 1º turno, Flávio Bolsonaro saiu na frente com 56.104.503 votos (47,03%). Lula ficou atrás com 53.879.538 (45,16%). Os demais candidatos somaram cerca de 9,3 milhões.
No 2º turno, Lula saltou para 64.256.232 votos (51,79%) e Flávio para 59.826.041 (48,21%). Lula cresceu mais de 10,3 milhões de votos. Flávio, apenas 3,7 milhões. O 2º turno registrou cerca de 13,9 milhões de votos válidos a mais que o 1º, com queda de abstenção.
Na prática, Lula absorveu praticamente a totalidade dos votos dos candidatos eliminados e a esmagadora maioria do aumento de comparecimento. Nenhum modelo, nenhuma pesquisa e nenhuma lógica eleitoral previa uma transferência tão unilateral e desproporcional. Não é só surpresa. É um resultado que desafia qualquer leitura racional dos números do próprio TSE.
A conta não fecha. E não fecha por muito.