No final das contas, Nikolas Ferreira ainda vai acabar ajudando o mundo. E talvez nem seja da forma que ele imaginava.
O caso da Meta já repercute nos Estados Unidos, onde congressistas americanos estão cobrando explicações de Mark Zuckerberg, e também na imprensa europeia, com o jornal britânico The Guardian abordando as suspeitas de favorecimento eleitoral no Brasil.
E tudo isso acontece enquanto Nikolas alcança números absolutamente fora da curva.
Estamos falando de um sujeito com cerca de 25 milhões de seguidores conseguindo 160 MILHÕES de visualizações em um único vídeo, superando o desempenho de publicações de celebridades mundiais que têm centenas de milhões de seguidores.
A impressão que fica é que a Meta perdeu tanto a mão nessa história que, se houve favorecimento da extrema-direita brasileira, nem se preocupou em deixar os números dentro de uma média minimamente razoável.
Agora a empresa vai ter que explicar de onde vem tanto alcance. E não é mais só uma discussão brasileira.
Minha aposta é que Nikolas pode acabar se tornando um exemplo internacional de por que tantos países precisam discutir seriamente a regulamentação dessas plataformas para proteger suas eleições.
E não duvido que toda essa exposição acabe obrigando a própria Meta a rever seus critérios de distribuição, inclusive o alcance do deputado.
Imaginem a ironia: o sujeito que se tornou um fenômeno das redes pode acabar sendo justamente o exemplo que o mundo precisava para começar a limitar o poder político dos algoritmos.
Vamos acompanhar, porque essa história ainda promete repercussões muito interessantes.