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O deputado federal Jilmar Tatto, do PT de São Paulo, fez uma declaração gravíssima na tribuna da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 27 de outubro. Não apenas defendeu que Jair Bolsonaro volte ao cárcere, como anunciou novas prisões de opositores políticos, afirmando possuir informações da Polícia Federal.
“Eu tenho informação da Polícia Federal que vai prender muito bolsonarista. A Polícia Federal tem todas as informações. Muito mais gente vai ser presa nesse país.”
Prestem atenção na gravidade dessas palavras!
Um parlamentar do partido que controla o governo federal afirma ter conhecimento antecipado de futuras prisões de adversários políticos. Desde quando deputados governistas recebem informações privilegiadas sobre operações policiais? Quem transmitiu essas informações? E por que um parlamentar do PT anuncia publicamente quem será preso?
A declaração acontece em meio à escalada de medidas judiciais contra Flávio Bolsonaro, que denunciou perseguição política e deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos.
O principal nome da oposição deixa o país, enquanto um deputado do partido de Lula e o próprio partido de Lula anuncia que outros bolsonaristas serão presos. É esse o cenário político que o Brasil enfrenta após as eleições presidenciais de 2026.
A Polícia Federal é uma instituição de Estado, não uma polícia partidária. Não existe autorização constitucional para transformar investigações em instrumentos de intimidação política, muito menos para antecipar prisões como se fossem decisões tomadas em reuniões de partido.
O Brasil de Lula virou uma ditadura, e isso não aconteceu da noite para o dia. Há anos denunciamos os abusos de poder, a perseguição política, a censura e o avanço autoritário sobre as instituições. Há anos alertamos para esta catástrofe, infelizmente chegamos a consolidação de um regime que já não esconde sua disposição de silenciar, intimidar e eliminar politicamente seus adversários.
O que antes denunciávamos como ameaça agora se apresenta diante dos nossos olhos como uma realidade.