Pipipi tive que aquecer pópópó
🚨🇵🇹 AGORA | Comunicado de Cristiano Ronaldo sobre a polêmica com Jorge Jesus na seleção de Portugal:
"Tal como prometi, decidi contar as circunstâncias do último estágio da Seleção Nacional.
Após o Mundial 2026 preparei uma carta aos portugueses para quando abandonar definitivamente a nossa equipa. No voo de regresso, o Presidente da Federação insistiu que ponderasse sair, porque a FPF queria que continuasse. Pediu também a minha opinião sobre o atual Selecionador. Respondi que seria a escolha certa.
O novo Selecionador disse-me que contava comigo e que a minha presença era fundamental. Propôs que jogasse o primeiro e o último jogo, com 3 a 4 mudanças por jogo por gestão física. Sugeriu que não viajasse para Noruega e Dinamarca. Recusei: não seria por não jogar que deixaria de capitanear a equipa. Ficar em Portugal não seria um bom exemplo. Ele concordou comigo.
Simão Coutinho, diretor Desportivo do Al Nassr, acompanhou esta conversa. Na véspera do estágio, o Selecionador foi a minha casa e manteve os princípios combinados.
Joguei em Alvalade e, apesar de substituído, não fiz nenhum problema. Coloquei a braçadeira ao Bruno Fernandes. O importante foi a vitória.
No dia do jogo na Noruega, o Selecionador perguntou-me se estava bem para jogar 30 minutos. Eu pensava que não jogaria, estava focado na recuperação e só voltaria a jogar no Dragão. Apesar de ser fora do plano, disse que sim. Disse-me que estivesse preparado porque jogaria 30 minutos.
Aqueci desde o intervalo e não fui chamado. O Selecionador tinha-me falhado com a sua palavra.
Não fui cumprimentar os adeptos. Foi uma falha da minha responsabilidade. Peço desculpa aos portugueses que nos apoiaram e a todos os que se deslocaram para me ver e que possa ter desiludido.
48 horas depois, conversámos com Simão Coutinho. Combinámos que o Selecionador começaria a conferência de imprensa contando o que me disse em privado: nunca pedi minutos, o plano foi proposto por ele e foi um erro colocar-me a aquecer sem entrar, que não repetiria.
Pediu-me um abraço e prometeu dizê-lo. Eu não jogaria na Dinamarca e jogaria no Dragão. Depois, a seu pedido, reuniu-se com Simão Coutinho e Tiago Craveiro, por videoconferência. Foi produzido um documento, validado por mim e entregue ao Selecionador.
As notas incluíam que eu aceitara o plano, nunca questionara as suas opções e fora exemplar, leal e profissional; que ele errara ao colocar-me a aquecer sem entrar; que me queria muito na Seleção; e que a frustração por não cumprimentar os adeptos não apagava o meu percurso. Nenhuma nota dizia que me pedisse desculpa.
Era a segunda vez que me faltava à palavra. Decidi abandonar o estágio. Para mim, a verdade é a coisa mais importante na relação entre as pessoas.
Na manhã da conferência, disse ao Presidente da FPF e ao Selecionador que, se não me quisessem ali, bastava serem francos. Aceitaria e prepararíamos algo bonito. Ambos responderam que o meu lugar era na Seleção.
Nunca me intrometi em decisões técnicas ou táticas. Respeito as decisões, mas quando me faltam à palavra sinto que o meu lugar não é ali.
Peço desculpa aos meus companheiros e aos portugueses por ter abandonado o estágio. Apesar da quebra de confiança, não o devia ter feito. A responsabilidade é exclusivamente minha. Senti que a minha permanência prejudicaria o grupo.
A FPF deve avaliar e punir este ato, sem atenuantes. Ser capitão constitui uma agravante. As atitudes têm consequências e as regras são iguais para todos.
Haverá tempo para um ou mais jogos de despedida. Mas, quando penso na Seleção, penso em competir. Quando soube da morte do meu Pai, fiquei no estágio até terminar o jogo seguinte. Pelo País fiz o que jamais faria por um clube.
Se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com golos espero, após cumprir a suspensão que me for aplicada, estarei disponível para competir e ganhar pela nossa Seleção.
Esta é, acreditem, a mais pura das verdades.
Cristiano Ronaldo
6 de Outubro de 2026."
📸 FPF