Quando eu trabalhei em Brasília, foi para a base do governo Bolsonaro. Na pandemia. Eu filmava e fotografava, estive em reuniões e salas com Bolsonaro, Eduardo, Damares, Daniel Silveira e a maior parte do núcleo bolsonarista. Quem me segue no Insta acompanhou essa saga.
Galera, eu vi de perto a ineficiência desse pessoal quanto aos trâmites políticos. Não vou falar de posturas pessoais, falas, essas coisas. Eles são “limitados” (para ser muito respeitosa) quanto ao processo legislativo mesmo.
Presenciei várias sessões na Câmara dos Deputados em que dois parlamentares de esquerda conseguiam, mesmo com o espaço repleto de bolsonaristas, obstruir a sessão com pautas deles por conta da falta de conhecimento dos demais sobre o regimento da casa.
Sem contar os erros, gente que votava errado mesmo com a assessoria entregando a cola na mão. Era quase toda semana eles gravando vídeo para explicar para o eleitor algo que deu errado.
Os mais habilidosos eram os do centrão, que já conheciam muito de política, por estarem no décimo mandato e que eram
Bolsonaristas de ocasião. Essa galera tocou muito o governo Bolsonaro. Agora eles foram varridos.
O núcleo duro, os tiktokers e parlamentares Virgínias, são burros. É por isso que eles se elegem abordando pautas morais e qualquer outra coisa, menos proposta. E esse caldo vai começar a entornar. Na pandemia foi assim. Quanto mais o problema ficava maior, mais a deficiência deles sobre os processos burocráticos ficava patente.
Ano que vem, com um congresso repleto de conservadores, direitistas e uma bucha prestes a estourar (o mundo inteiro caminha para um colapso), fora os desastres ambientais, o eleitor vai finalmente conhecer quem ele elegeu.
Seja Lula ou Flávio Bolsonaro a assumirem, vai pegar uma das piores conjunturas geopolíticas. Prepare-se.