Por mais que eu esteja aflita com o resultado do primeiro turno, não irei destilar ódio, misoginia e ignorância. Aprendi que não vale a pena descer no mesmo nível da direita desse país.
Segundo turno é Lula 13 (de novo) e com muita esperança de que a abstenção diminua, de que os eleitores se desloquem para exercer o seu direito e votem pensando no coletivo e no futuro do nosso país.
Eu não voto só por mim e pelos meus interesses individuais. Eu voto pelo pobre, eu voto pelo CLT, eu voto por quem depende do SUS e dos remédios que ele fornece gratuitamente, eu voto pela proteção das nossas terras raras, eu voto pela Amazônia, eu voto pela nossa SOBERANIA.
Países latino-americanos não serão o quintal dos Estados Unidos, e eu confio que o Brasil vai dar esse recado de forma bem clara no dia 25.
Por mais que você discorde do Lula e de sua forma de governar em alguns aspectos, não deixe de considerar todo o cenário político mundial e o quanto os olhos de todo o planeta estão voltados para nós agora: eles querem saber se nós vamos resistir ou virar uma colônia. Hoje, eu escolho resistir. Eu só posso votar porque mulheres antes de mim também resistiram. Muitos de nós só estão vivos porque seus antecessores resistiram. Será que aqueles que resistiram no passado estariam orgulhosos da decisão que você vai tomar hoje?
Essa é por você, minha biza benzedeira. Mulheres que ainda resistem por outras mulheres.