EU SABIA QUE NÃO ERA SÓ EU QUE PERCEBIA ISSO KKKKKKKKKKKKKK
Ele é um dos maiores Youtubers
#Crypto que não comprava
#Crypto. Ele nunca acha que é bear market e quando entra em
#bullmarket nunca acha que é bull market e tá sempre preparado pra estar errado.
#BTC #SOLANA #ETH
CARTA ABERTA AO JOÃO HAZIM
João, chegou a hora.
Não de comprar Bitcoin.
Não de esperar os 40k.
Não de descobrir mais uma sigla do Federal Reserve.
Chegou a hora de considerar uma coisa que o mercado já vem tentando te dizer há algum tempo:
talvez seja hora de desligar o microfone.
Você já deu sua contribuição.
Em 2021, você estava no FOMO.
MATIC a 10 dólares em 2023.
Era uma época diferente.
O mercado tinha acabado de descobrir que qualquer projeto com um cachorro, uma blockchain e uma apresentação em PowerPoint poderia ser chamado de “assimetria”.
Você acreditou.
Depois vieram outros projetos.
Outras assimetrias.
Outras teses.
Algumas deram certo.
Outras fizeram aquilo que projetos cripto fazem de melhor:
desapareceram lentamente enquanto alguém ainda estava dizendo que era questão de adoção.
Mas tudo bem.
Errar faz parte.
O problema é quando você passa anos no mercado e sua evolução profissional consiste em descobrir novas palavras para descrever o mesmo erro.
E foi assim que chegamos à fase macroeconômica.
Você descobriu o maravilhoso universo das palavras:
HAWKISH.
Meu Deus.
Você descobriu hawkish.
E desde então parece uma criança que acabou de aprender uma palavra nova e decidiu utilizá-la em absolutamente todas as frases.
“Bom dia, João.”
“Bom dia. O cenário continua hawkish.”
“Vai chover hoje?”
“Provavelmente. O regime permanece hawkish.”
“Você quer pizza?”
“Precisamos observar o guidance antes de assumir uma postura dovish em relação à mussarela.”
Calma, João.
É só pizza.
Não é o FOMC.
Você fala tanto hawkish que daqui a pouco o Banco Central americano vai ligar perguntando se você quer uma vaga.
E eu até entendo.
Quando você passa anos lendo notícia, chega um momento em que você precisa sofisticar o produto.
Antes era:
“Bitcoin caiu porque o mercado está preocupado.”
Agora é:
“Bitcoin caiu diante de condições financeiras hawkish, reprecificação da curva e manutenção de uma postura restritiva.”
É a mesma frase.
Só colocaram terno nela.
É como pegar um Fiat Uno, colocar uma gravata no capô e chamar de veículo executivo.
E talvez essa seja sua grande contribuição para o mercado:
você descobriu que quanto mais difícil a palavra, menos gente pergunta o que ela significa.
Isso é brilhante.
Você poderia trabalhar no governo.
Mas antes disso tivemos o ciclo de quatro anos.
Ah, o ciclo de quatro anos.
Você não estudou um modelo.
Você encontrou uma religião.
Enquanto o Bitcoin caía, você dizia:
“Calma.”
“É o ciclo.”
“40k.”
“Precisamos respeitar o histórico.”
Era praticamente uma missa.
Só faltava o padre levantar o gráfico semanal e dizer:
“Bitcoin, corpo de Satoshi.”
E os fiéis:
“Amém.”
Só que tinha um pequeno problema.
O Bitcoin aparentemente não era membro da congregação.
O mercado resolveu não respeitar a liturgia.
E aí aconteceu algo maravilhoso.
Quando a realidade não cabe na tese, você não necessariamente muda a tese.
Você pode simplesmente mudar o vocabulário.
Antes:
“Vamos aos 40k.”
Depois:
“Precisamos analisar a dinâmica de liquidez.”
É uma evolução impressionante.
O alvo sumiu.
Mas apareceu liquidity.
A tese morreu.
Mas nasceu hawkish.
Foi praticamente um transplante.
Morreu a previsão.
Sobreviveu o PowerPoint.
E isso nos leva ao seu verdadeiro talento.
João, talvez você não seja um analista.
Talvez você seja um serviço de audiodescrição para o mercado financeiro.
Você abre o X.
Lê uma notícia.
Comenta a notícia.
Abre outra notícia.
Comenta a notícia.
Alguém posta uma notícia sobre Powell.
Você lê.
Alguém posta uma notícia sobre Trump.
Você lê.
Um whale movimenta Bitcoin.
Você lê.
O Fed respira.
Você lê.
Se o apocalipse acontecer amanhã, eu tenho certeza de que você vai aparecer ao vivo:
“Pessoal, acaba de sair uma notícia muito importante. O mundo acabou.”
Obrigado, João.
Informação de qualidade.
Se você continuar assim, o Google vai lançar uma inteligência artificial chamada Hazim.
Continua
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