Vou começar te chamando de burro,
@breiller... Pq eu poderia chamar de mau caráter.
Mas, burrice é a palavra mais apropriada.
E vou desenhar pra você, burro, para que não fique escondida a sua burrice, já que você fez questão de expo-la.
A comparação com uma rodovia é uma falsa equivalência.
O
@Flamengo não recebeu o Maracanã de presente, nem está ocupando gratuitamente um patrimônio público.
Participou de uma licitação, venceu ao lado do Fluminense e assumiu compromissos financeiros, operacionais e de manutenção por 20 anos.
Estamos falando de uma concessão que prevê outorga anual superior a R$ 20 milhões e centenas de milhões de reais em investimentos e manutenção.
Quem assume essas obrigações também precisa ter condições de administrar o calendário, preservar o gramado, organizar eventos e garantir a viabilidade econômica do estádio.
O Vasco não participou da concessão vencedora, não assumiu os mesmos riscos e não possui as mesmas responsabilidades dos administradores.
Isso não significa que esteja proibido de jogar no Maracanã, mas significa que seu direito de utilização não pode ser confundido com o direito de administrar o estádio.
Aliás, o próprio contrato estabelece condições para o uso por terceiros.
Portanto, a discussão correta é se essas condições foram cumpridas, se existe disponibilidade e se há justificativa técnica para eventual recusa.
Não basta dizer que o estádio é público e concluir que qualquer clube pode exigir sua utilização na data que desejar.
E há outra diferença que o jornalista convenientemente ignora: a circulação de veículos é a finalidade permanente de uma rodovia.
Um estádio, por sua natureza, tem capacidade limitada de eventos, precisa de intervalos de manutenção e exige planejamento de calendário.
Não é possível tratar uma partida de futebol como se fosse um carro passando por uma praça de pedágio. Ou a carroça que você deveria estar puxando e, por algum motivo de indicação, não está.
O Flamengo assumiu obrigações concretas para gerir o Maracanã. Cobrar que cumpra o contrato é absolutamente legítimo.
O que não faz sentido é desconsiderar os direitos e as responsabilidades do concessionário simplesmente porque outro clube deseja utilizar o estádio.
Patrimônio público não significa utilização irrestrita. Significa utilização conforme as regras estabelecidas pelo poder público.
E essas regras valem tanto para quem administra quanto para quem pretende utilizar o espaço.
E, para finalizar:
Você, como jornalista, antes de opinar deveria estudar. Faz parte do seu papel profissional. Só assim é capaz de dar algum pitaco.
Mas, como vocês, da mídia, se acham deuses da opinião... Não se preocupam muito com isso.
E vai ver é por isso que não precisa mais de diploma para ser jornalista.
Se a concessionária de uma rodovia pedagiada impedir a circulação de veículos da empresa concorrente que paga pedágio, terá a concessão suspensa no ato. Afinal, mesmo sob gestão privada, a estrada continua sendo pública. Regra básica que também deveria valer para o Maracanã.