Para quem não acompanha tudo o que eu escrevo, um esclarecimento importante sobre o contexto dessa postagem:
1. A maioria da população tem valores conservadores (o trabalho de Geert Hofstede confirma isso no mundo todo). Mas, apesar disso, as pessoas são enganadas pela aparente virtude das ideias de esquerda (como "justiça social" e "combate à desigualdade").
Muitos eleitores da esquerda têm valores "de direita", mas votam na esquerda e apoiam políticas de esquerda porque aprenderam que aí está a virtude. Portanto, para todos os efeitos, essas pessoas são "de esquerda".
O que importa não é o sentimento, mas a ação.
2. A esquerda tem hegemonia absoluta no ensino público e privado - da creche ao doutorado - e na cultura, nas artes, na mídia, no jornalismo, na máquina do Estado e, cada vez mais, no sistema de justiça.
Essa hegemonia ajuda a suprimir a posição conservadora da maioria da população e a convencer muita gente de que a virtude está na esquerda.
A hegemonia também significa que a maioria das instituições importantes, das quais dependemos, é controlada por militantes de esquerda. Para esses militantes, é irrelevante como a maioria da população pensa. Eles estão dispostos a tudo (lembrem-se: esquerdismo é uma religião), até a colocar o mapa-mundi de cabeça para baixo ou processar um humorista por suas piadas.
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Os isentos não querem saber "dessa coisa de esquerda e direita". Por isso acabam, quase sempre (e sem saber) apoiando as ideias de esquerda.