Depois peguem os números, principalmente, dos jogos contra Flamengo (Libertadores) e Atlético (Copa do Brasil) e vejam como a participação defensiva do Gerson, Arroyo e Wesley foram baixas. Isso, obviamente, sobrecarrega o Romero, que com 32 anos não é mais um garoto e possui algumas limitações em seu jogo, como na progressão de bola, passe que quebra linhas, etc.
O jogo de ontem ele precisava correr por três pra cobrir a entrada área. Me impressiona como o Artur Jorge, vendo isso, não mudou. Não teve nenhuma correção de rota, ele dobrou a aposta e o que vimos foi vareio atrás de vareio. Ganhamos do Flamengo no Brasileiro num jogo totalmente aleatório, contra o Vasco foi vexame, e nas partidas decisivas contra o Atlético novamente os mesmos problemas de espaço principalmente no meio-campo.
A bola aérea segue um caos. Desde a chegada do português, não foi resolvida. As escolhas dele também são questionáveis. Preferir a entrada do Kenji ontem ao invés do Felipe Morais é injusto com o que a gente vê no campo. Foi ele que perdeu a bola que gerou o ataque que culminou na expulsão do Villalba que, amarelado, vinha sofrendo com o Cuello desde o início do 2T e ele não mexeu.
Agora falando da diretoria, venderam dois titulares no meio da temporada que eram fundamentais pra equipe: Christian e Kaiki. Não foram ágeis suficientes pra proteger o contrato do Kauã Prates, rifaram o jogador pra Alemanha e buscaram um argentino que claramente está com dificuldades de se adaptar. O azar da lesão do Pec aumenta porque ele veio como reposição, quando foram as pressas contratar, trouxeram jogadores em ritmo de pré-temporada. Lucho nem entrou, por exemplo.
Como que um clube que mira o Brian Rodriguez desiste depois? Miram Vitão e Igor Júlio, depois desistem. Não tem critério. Qual a explicação pra contratação desse João Costa? Por que o Mairon foi demitido da base fazendo um bom trabalho? Por que ninguém apareceu pra rebater as acusações sérias feitas pelo empresário do Rhuan Gabriel?
Passado os fiascos que foram esses jogos de mata-mata, o momento é de cobrança e questionamentos. Sem dourar a pílula. Esse departamento de futebol comandado pelo filho do dono é insuficiente. Spindel e Joaquin entregam nada. Tem que mudar bastante coisa nesse clube, começando por essa pasmaceira que é o dia a dia, com jogadores paparicados e tratados como celebridades pelo dono. Chega. Ou acordam ou vão seguir torrando dinheiro atoa.