Entendo a preocupação com a realidade social do Nordeste, mas acho perigoso colocar o nordestino como alguém que “só conhece uma realidade” ou que elege seus “algozes” por não ter informação. Isso acaba reproduzindo uma visão preconceituosa sobre a própria população que dizemos querer conscientizar.
O Nordeste tem uma história de resistência, organização política e luta por direitos.
As pessoas fazem escolhas políticas por diversos motivos: experiências pessoais, valores, religião, classe social, informação, identidade e até interesses que consideram legítimos.
Precisamos, sim, ampliar o acesso à educação, informação, renda e políticas públicas. Mas conscientização não pode significar dizer ao outro em quem ele deve votar. É preciso dialogar, ouvir e respeitar sua autonomia.
Se queremos combater a pobreza e a desigualdade, o caminho não é culpar o nordestino pelas escolhas que faz, mas compreender as estruturas que historicamente produziram essa desigualdade.
Precisamos muito conscientizar nossos irmãos NORDESTINOS.
Levar informação e principalmente condições de vida , pois eles só conhecem uma realidade e por esse motivo elegem seu algoz, achando que migalhas são benefícios