Trump acaba de conceder uma entrevista e recuou de uma fala que já era branda. Disse agora que achou a eleição no Brasil "terrível" e que vai conceder os vistos porque Flávio é "boa gente". Ele não fala em fraude. Nem diz que Flávio é o vencedor. Disse "ok, há um resultado, mas é estranho". Diz que se dá bem com Lula. E disse que aceitou a ida dele para os EUA, "eu disse que por mim tudo bem".
Se Flávio foi para os EUA sem ter sido chamado, criou uma obrigação incômoda para Trump: ter que abraçar um derrotado e comprar briga com quem ganhou e tá com a bola. Flávio sabia que ele seria obrigado a lhe concender o visto. Afinal, o que ele ia fazer, não conceder o visto e entregar Flávio à justiça brasileira? Ia pegar mal com seu eleitorado.
Porém, obrigá-lo a compactuar com a farsa tresloucada de fraude, o que obrigaria os EUA a uma ruptura unilateral com o Brasil, aí já parece ser demais. Faltando pouco para a eleição por lá, a minuta de reciprocidade já está na gaveta de Lula, já sem o medo de um desgaste por isso, e o café, o suco de laranja e o hambúrguer podem ficar bem caros. Bem caros.
I would approve. I think they're fine people — Trump on Flavio Bolsonaro VISA back to STATES
‘The election was really STRANGE and I thought it was TERRIBLE’