Responsáveis e compradores da criptomoeda B22, que promoveu Flávio Bolsonaro (PL), trocam cobranças e discutem prejuízos em um grupo de WhatsApp desde o lançamento do ativo na terça-feira (6). Em mensagens às quais a Folha teve acesso, Kevim Flores, um dos principais divulgadores do investimento, pressionou participantes a sustentar o preço da B22 e relatou decisões sobre o negócio, entre elas um recuo no discurso político até a eleição. O B22 é uma memecoin, criptomoeda associada a memes e tendências da internet. Como revelou a Folha, o projeto oferecia tokens a quem divulgasse conteúdos que incentivavam o voto em Flávio e dizia destinar parte dos recursos a crianças de Uganda —uma parceria com o Hypers Kids Africa, grupo com 12,9 milhões de seguidores no Instagram.
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📝 Laura Intrieri
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