Mil dias.
Mil dias que não se medem apenas no calendário, mas na ausência, na saudade, nas injustiças e em tudo aquilo que jamais poderá ser devolvido.
Para mim, Filipe Martins não é apenas um preso político. É um símbolo de resistência.
Porque existem homens que podem ser privados da liberdade, mas não da própria consciência. Homens que, mesmo diante da força de um Estado inteiro, não se curvam.
Filipe, meu amigo, sua história já ultrapassou os muros de uma prisão. E nenhuma sentença será capaz de apagar isso.
Podem tentar silenciar um homem. Mas não podem aprisionar aquilo que ele representa.