Defesa dos direitos de mulheres e crianças frente aos impactos do conceito de "identidade de gênero".

Brazil
MATRIA has recently released a short documentary about the negative impacts of gender identity ideology on women and children in Brazil and in the world. Watch it on Youtube, with English subtitles. piped.video/vURAL2nOmmg?si=oGXy…
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O TSE deixou de registrar “sexo”. E isso mudou as estatísticas. A MATRIA acaba de lançar uma Nota Técnica demonstrando como a escolha de considerar o “gênero” dos candidatos e não seu sexo muda concretamente quem aparece nas estatísticas eleitorais como mulher. Até 2018, o Requerimento de Registro de Candidato perguntava o sexo de cada candidato. Em 2020, o formulário substituiu esse campo por “gênero” e, em 2024, acrescentou pergunta sobre “identidade de gênero”. Essa mudança ocorreu na esteira da alteração do TSE sobre a Lei das Eleições: apesar da Lei destinar a cota mínima de 30% das candidaturas para “cada sexo", o órgão decidiu que a aplicação passaria a se dar por “identidade de gênero” autodeclarada. Desde 2020, portanto, o TSE não coleta mais dados sobre o sexo dos candidatos. Isso já seria grave o suficiente, por interromper a série histórica de estatísticas por sexo. No entanto, a situação é ainda mais preocupante: as consultas atualmente disponíveis no site do TSE apresentam apenas as categorias “gênero” e “identidade de gênero”, mesmo para as eleições anteriores a 2020. A variável “sexo” desapareceu, mesmo para as décadas durante as quais foi coletada. O órgão parece ter alterado os dados retroativamente, renomeando a categoria “sexo” como “gênero". Dado que estas não são categorias intercambiáveis, trata-se de uma alteração grave. O que o TSE fez foi perguntar “A” aos candidatos e, em seguida, apresentar as resposta à pergunta “A” como se fossem respostas a uma pergunta “B”. O impacto imediato destas mudanças é a alteração de quem o TSE está considerando dentro da categoria “mulher" ao redefini-la como um “gênero”. Dado que a variável "identidade de gênero” só foi coletada a partir de 2024, comparamos os perfis de candidaturas nas eleições de 2024 e 2026 a partir do “gênero” informado ao TSE e do seu sexo. Para isso, reconstruímos a variável “sexo” cruzando as declarações “identidade de gênero” com o “gênero” informado: presumimos assim que uma pessoa que declarou ter uma “identidade de gênero trans” e informou um “gênero feminino” é uma pessoa do sexo masculino. A representatividade dos candidatos do sexo masculino se manteve estável entre 2024 e 2026, tanto no universo geral de candidatos como entre aqueles que declararam uma “identidade de gênero cis” (em torno de 65%). Dentro do universo de candidatos que declararam uma “identidade de gênero trans”, no entanto, a situação é bem diferente: - neste grupo, a proporção de pessoas do sexo masculino é maior do que nos demais grupos; - essa proporção está em alta, passando de 77% em 2024 para 88,79% em 2026. É exclusivamente no grupo de mulheres que está aumentando a participação de pessoas do sexo masculino. Por quê? Porque no Brasil homens podem se autodeclarar mulheres e concorrer em cotas eleitorais reservadas a mulheres, receberendo recursos do fundo partidário obrigatoriamente destinado a mulheres. Pela lente do TSE, no entanto, esses dados são celebrados como um aumento de “candidatas do gênero feminino”. Pode-se argumentar que o número de pessoas do sexo masculino incluídas na categoria “gênero feminino” é pequeno. No entanto: - Existe uma política afirmativa atrelada à categoria feminina e ela foi criada para o sexo feminino; - A inclusão de pessoas do sexo masculino na categoria feminina afeta as estatísticas e impede a mensuração da efetividade desta ação afirmativa; - O número absoluto pode ser pequeno, mas proporção de candidaturas do sexo masculino classificadas como mulheres quintuplicou entre 2024 e 2026. Essa tendência de crescimento não existe nas candidaturas de pessoas trans do sexo feminino, cuja participação aumentou de 0,04% em 2024 para 0,09% das candidaturas do “gênero masculino” em 2026. Não há uma tendência geral de aumento nas candidaturas trans, mas sim um aumento de pessoas do sexo masculino se candidatando como mulheres. Em junho deste ano, a MATRIA ingressou com uma Arguição de descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1339 junto ao STF, defendendo que a Lei das Eleições seja respeitada e as cotas eleitorais voltem a ser por sexo e não por “gênero”. Nosso pedido de medida cautelar, para que o critério do sexo já fosse respeitado nas Eleições de 2026, enquanto não houvesse julgamento de mérito, não foi apreciado. Portanto, nestas eleições, mais uma vez, as candidaturas foram classificadas conforme autodeclaração de gênero. Como demonstram os dados que analisamos, isso significa uma total distorção da Lei das Eleições, pois permite que pessoas do sexo masculino se beneficiem de uma política afirmativa criada para enfrentar desigualdades na participação política que decorrem, em especial, de processos como gravidez e amamentação e da divisão sexual do trabalho doméstico e de cuidado, que recai sobre as mulheres. Leia o Relatório completo no nosso site: associacaomatria.com/dados-d…
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I just want to remind everyone that 94% of Canada’s trans-identifying male inmates didn’t identify as trans until after they were arrested. These men, most of whom are violent sex offenders, are locked in women’s prisons and women’s cells all across Canada. The Canadian authorities have admitted that there have been rapes and sexual assaults, but have no intention of returning these monsters to the men’s prisons in which they belong. You heard it here first: women in Canada’s prison system have been officially condemned to rape.
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MATRIA (Brasil) retweeted
After nearly 20 years in prison, Cathleen Quinn was just three weeks away from parole. Then she reported a male inmate for sexually harassing her in the women's restroom and spoke out against California's policy of housing men in women's prisons. They retaliated by revoking her parole. Speaking up cost her her freedom with five more years. For women with trauma histories, this isn't just unfair — it's cruel and inhumane. Her full story here: iwfeatures.com/documentary/f…
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Um dos objetivos da criação da MATRIA foi ser a voz de tantas mulheres silenciadas pelo transativismo. E, com isso, mostrar a tantas outras que elas também podem e devem falar sobre seus incômodos em relação a políticas para mulheres baseadas em identidade de gênero. Sabemos que quanto mais pessoas tomarem coragem de falar sobre o tema, mais vai ficar óbvio que a maioria esmagadora da sociedade entende a relevância do marcador sexo para leis, políticas públicas e acordos sociais. E assim, mais fica insustentável manter o discurso transativista de que a ideia de "identidade de gênero" pode e deve substituir o sexo. A resposta a esse aumento de vozes, no entanto, se torna cada vez mais virulenta, pois apenas o silenciamento de opiniões contrárias permite que o movimento transativismo prospere. É esperado e é o que estamos vendo. A Carta-Compromisso da MATRIA para as Eleições 2026 tem escancarado esse mecanismo. E, só isso, já seria em si um sucesso. Ela está circulando em todos os ambientes políticos, gerando debates e escancarando mecanismos dos quais estamos cientes há anos. A matéria publicada em 16/09/2026 pelo Jornal Plural é uma ótima ilustração do fenômeno. 1. Hipérboles e falta de argumentos Para justificar suas afirmações de que a Carta-Compromisso da MATRIA seria “transfóbica", a matéria entrevista Toni Reis, fundador do Grupo LGBTQIA+ Dignidade: A fala de Toni Reis não traz qualquer argumento para embasar sua afirmação de que uma construção social (“gênero”) deveria ser usada em “direitos humanos". Só o que ele traz são imputações completamente descoladas da realidade, ao dizer que a Carta da MATRIA busca: - “eliminar pessoas trans da vida” - “privar do uso de banheiros” - “privar da vida acadêmica” - “privar do esporte” - “tirar a existência das pessoas trans” Reconhecer o sexo de uma pessoa na hora de pautar leis, políticas públicas e acordos sociais não “tira a existência” de ninguém. Qualquer pessoa, independente de declarar ou não uma “identidade de gênero” sempre terá banheiros que pode frequentar, de acordo com seu sexo. Todo cidadão tem direito a praticar esportes, na categoria reservada ao seu sexo. Qualquer um que cumpra os requisitos necessários, pode frequentar uma universidade. 2. Falso consenso O fenômeno de candidatos de esquerda que assinam a Carta e, sob pressão, retiram sua assinatura, deixa claro como é formado o suposto consenso em torno do tema de “identidade de gênero”: - Quem reconhece sexo como marcador relevante é pressionado, atacado, silenciado e excluído. - Os grupos que fazem essa pressão justificam dizendo que defender tal posição é “coisa de direita”. - O recuo é considerado prova de que não existe tal posição na esquerda. Quando uma divergência política exige não apenas uma mudança de posição, mas uma performance de arrependimento, com retratação pública, pedido de desculpas e uma reafirmação inequívoca de lealdade, estamos diante de algo maior do que uma simples disputa de argumentos. Estamos diante de um mecanismo de disciplinamento. 3. Interdição do debate Quanto mais pessoas começam a expressar publicamente suas discordâncias, mais os defensores do transativismo fazem pressão fazem para que recuem e se retratem. Ao longo de toda a matéria, nenhum dos argumentos trazidos pela MATRIA sobre a importância da categoria mulher ser baseada no sexo é rebatido. Apenas desqualificam e adjetivam a associação, e fazem um ritual de humilhação pública da candidata que ousou assinar a Carta-Compromisso. O objetivo principal desta e de outras postagens sobre a Carta-Compromisso em específico e sobre a MATRIA em geral, é tentar impedir que mais pessoas do campo de esquerda tenham coragem de expressar suas opiniões a respeito de sexo e identidade de gênero. 4. Jornalismo ativista A mídia tem desempenhado papel importante na sustentação desses mecanismos disciplinares. O que vemos são pré-julgamentos, distorções, pontos de vista parciais. O resultado são matérias rasas e com poder manipulativo. Não há qualquer aprofundamento no tema, apenas manchetes sensacionalistas e acusações vazias de "transfobia". Ao invés de exercer o papel esperado do jornalismo, a íntegra da matéria deixa claro seu ativismo. No entanto, nada é mais hilário do que considerar que um Dossiê que classifica a MATRIA como “contrária aos direitos LGBTQIA+” só poderia ser questionado pela associação caso essa demonstrasse “aceitação de mulheres trans” (na categoria “mulher", supõe-se). A divergência da MATRIA em relação às reivindicações baseadas em identidade de gênero é suficiente para classificá-la como ‘contrária aos direitos LGBTQIA+’. Ou seja, reivindicações que se sobrepõem e descaracterizam os direitos das mulheres são previamente reconhecidas como ‘direitos’; já os direitos das mulheres são previamente definidos como ‘oposição a direitos’. O conflito é, dessa forma, resolvido pela própria escolha das premissas. E há ainda outra contradição nessa classificação: a MATRIA não é externa à própria comunidade LGBT. A associação reúne muitas mulheres lésbicas e bissexuais, que não apenas integram essa comunidade, mas possuem reivindicações próprias enquanto mulheres homossexuais e bissexuais. Classificar a MATRIA como “contrária aos direitos LGBTQIA+” pressupõe que há uma posição política única dentro de uma comunidade formada por grupos distintos, com experiências, interesses e perspectivas que nem sempre são coincidentes. Quanto mais pessoas começam a expressar publicamente discordâncias que antes pareciam impensáveis, mais importante se torna observar não apenas os argumentos usados para atacá-las, mas o tipo de comportamento que se exige de quem recua. A Carta-Compromisso da MATRIA tem sido o gatilho para que os mecanismos virulentos e autoritários utilizados pelo transativista para se manter na esquerda sejam escancarados. Obrigada a todos que, ao circularem a Carta, estão ajudando a escancarar aquilo que sempre soubemos.
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Esclarecimento, sobre a nota publicada pelo candidato Professor Jocelino Professor Jocelino é candidato a Deputado Estadual pelo Espírito Santo. Ontem ele postou em seu perfil a Nota na imagem abaixo. A postagem do candidato, no entanto, não corresponde à realidade dos fatos. Publicamente, o candidato afirma que sua assinatura foi incluída na Carta-Compromisso de forma indevida e fala em medidas jurídicas, levando seus seguidores à conclusão de que a MATRIA teria incluído seu nome na lista de assinantes sem sua autorização. Por email, no entanto, sua assessoria reconhece que a Carta-Compromisso foi assinada, ainda que, segundo o texto, o formulário tenha sido “respondido equivocadamente” . A Carta foi assinada pela candidatura dia 02/09/2026. Ontem, mais de 10 dias após enviarmos um e-mail com a confirmação da assinatura e pouco antes da publicação da Nota, o candidato começou a receber ataques por conta de sua assinatura. Como outros candidatos do seu partido já fizeram, aparentemente o Professor Jocelino decidiu recuar em seu apoio aos direitos de mulheres e meninas com base no sexo. A MATRIA acolhe e respeita a solicitação de retirada de assinatura, mas é necessário deixar transparente o que aconteceu: a MATRIA não falsificou, inventou ou incluiu unilateralmente a assinatura do candidato. Ele assinou. Depois, pediu a retirada. É isso que os documentos registram. A MATRIA continuará tratando o episódio com transparência. Os posts coletivos que já foram publicados e contêm o nome do Professor Jocelino não serão apagados, pois incluem outros candidatos e informações que permanecem válidas. Nestas publicações, informaremos que ele posteriormente retirou sua assinatura. Respeitamos a escolha de retirar a assinatura. Também esperamos que os fatos sejam respeitados. Pressão faz parte da política. Se basta pressão para um candidato recuar de um compromisso que assumiu, que compromissos ele sustentará quando for eleito e a pressão aumentar?
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Procurador do MPF reconhece: Adripaulo foi “indevidamente denunciado e condenado” A Procuradoria Regional da República da 5ª Região apresentou parecer favorável ao recurso do Sr. Adripaulo, condenado a um ano de reclusão e multa por suposto crime de discriminação contra Odara Sade (nome social), pessoa do sexo masculino, em situação envolvendo a presença dele em banheiro feminino da UFPB. E o parecer é contundente. O Procurador Domingos Sávio Tenório de Amorim sustenta que a conduta é atípica - isto é, que o Sr. Adripaulo foi condenado por uma conduta que não é considerada crime no ordenamento jurídico brasileiro. Adripaulo foi condenado com fundamento na Lei do Racismo aplicada à transfobia conforme ntendimento estabelecido pelo STF na ADO 26. Mas o parecer faz uma defesa do princípio constitucional da reserva legal: “nul lum crimen, nulla poena sine previa lege.” Isso quer dizer que ninguém pode ser condenado criminalmente por analogia, interpretação extensiva ou pela criação judicial de um crime que não foi previamente definido em lei. Por isso, o Procurador afirma que o Sr. Adripaulo foi “indevidamente denunciado e condenado por um fato que não é criminoso”. Segundo o Procurador, ao ampliar o alcance da lei penal nesse caso, o STF foi “muito além daquilo que lhe foi delegado como seu intérprete”. Na sentença que condenou Adripaulo, o juiz considerou que a ausência de norma a respeito do uso de banheiros na UFPB por pessoas que se declaram trans não criava o dever de negar a Odara o acesso ao banheiro feminino. Nesse novo parecer do MPF, o Procurador aponta que o juiz inverteu a questão e que a ausência de norma justifica o cuidado que o Sr. Adripaulo teve de preservar o banheiro feminino que, historicamente, é reservado ao sexo feminino. Não apenas não havia, no momento do incidente, norma da UFPB a respeito de uso de banheiros por “ identidade de gênero” como inexiste Lei que permita tal uso. Por isso, é extremamente relevante que o parecer do MPF reconheça a importância da tradicional separação dos banheiros por sexo e que a sociedade age, de forma legítima, de acordo com tal tradição. O procurador também reconhece algo que durante todo esse debate tantas vezes foi tratado como se não pudesse sequer ser mencionado: as mulheres também estavam presentes naquela situação e também possuem direitos. Ao analisar a motivação do Sr. Adripaulo, o MPF afirma expressamente: “parece a este Órgão do Parquet que o objetivo do réu foi preservar a intimidade das mulheres”. O parecer não interpreta a preocupação com a separação de um banheiro feminino por sexo como manifestação de ódio ou preconceito, como fez o juiz ao condenar Adripaulo. O Procurador reconhece que o servidor atuou em um contexto no qual não existia regulamentação institucional clara e agiu de acordo com a compreensão que a sociedade tem da divisão de banheiros, que sempre foi por sexo, por motivos de segurança e privacidade. Essa ainda não é a decisão do Tribunal a respeito do recurso que a advogada da MATRIA apresentou. Mas é um importante reconhecimento de que o Sr. Adripaulo não deveria ter sido condenado e que defender a intimidade das mulheres não transforma uma pessoa em criminosa. Seguiremos acompanhando e informando sobre a todos sobre o caso do Sr. Adripaulo, cuja defesa foi possível graças às doações recebidas através deste perfil. Que este parecer represente um passo importante em direção à sua absolvição e a um olhar crítico sobre as consequências da decisão do STF de criar, por analogia, um suposto crime de “homotransfobia” sem sequer explicitar o que, afinal, constituiria esse crime. Reconhecer que sexo importa na proteção dos direitos das mulheres não é crime.
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A UFSC dá mais um passo em direção ao autoritarismo disfarçado de proteção e diversidade. A Resolução n.º 231/2026 coloca no papel o que tentaram fazer com Celina Lazzari, por sua atuação na MATRIA: dar à universidade o poder de controlar ações e opiniões de todos os membros da comunidade acadêmica mesmo fora de seu espaço.
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Na ADPF 1339, ação submetido ao STF, a MATRIA questiona a reinterpretação que o TSE fez da Lei das Eleições, permitindo que homens que se declaram mulher ocupem a cota eleitoral que a Lei criou para o sexo feminino. Ao se manifestar na ação, o TSE já havia fugido de enfrentar a questão central trazida por nós. Agora, foi a vez da AGU fazer o mesmo. A Advocacia Geral da União não demonstra em momento algum que o grupo destinatário das cotas legais é ou deveria ser definido por "identidade de gênero". Ela simplesmente já parte do pressuposto de que isso é verdade. Mas a Lei é clara: as cotas são por sexo e existem para sanar desigualdades históricas que afetam a participação de mulheres na política por conta do nosso sexo. É o sexo feminino que já foi legalmente impedido de votar e ser votado. E é por conta do sexo feminino que processos como gravidez, maternidade e divisão sexual do trabalho recaem sobre nós. Não é como nos identificamos ou que estereótipos performamos que gerou a necessidade de uma cota eleitoral para mulheres. Leia em: instagram.com/p/Dc9TBW1o12Q/…
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É fácil defender a liberdade de expressão quando todos concordam com o que está sendo dito. Mas quando uma opinião contraria supostos consensos ou enfrenta temas controversos, como você, candidato, se posiciona? Você defende que mulheres possam expressar publicamente opiniões sobre sexo, “identidade de gênero”, direitos das mulheres e proteção da infância sem que a mera manifestação de opinião seja tratada como crime ou motivo para perseguição? Quando uma mulher disser que determinado direito feminino existe em razão do sexo, você ouvirá seus argumentos ou presumirá que sua posição é discriminatória? Você considera democrático que apenas organizações alinhadas a uma linha de pensamento sejam ouvidas pelo Estado? Estamos perguntando sobre opiniões, argumentos e participação no debate público dentro dos limites da lei. Em uma democracia, liberdade de expressão não pode existir apenas para quem diz aquilo que certo grupo quer ouvir. Você terá coragem de se posicionar quando órgãos públicos forem usados para intimidar cidadãos por suas opiniões? Você considera aceitável que uma pessoa seja investigada, processada ou punida por falar sobre sexo e os conflitos com políticas de identidade de gênero? Você defenderá o direito de professoras, pesquisadoras, médicas e psicólogas questionarem pseudo consensos institucionais sem medo de perder seus empregos, pesquisas ou registros profissionais? Você defenderá o direito de uma mulher dizer “eu discordo”, mesmo quando grupos organizados e vicais exigirem sua punição? Se defender uma posição custar votos, apoio político ou ataques nas redes sociais, você continuará defendendo a liberdade de expressão? As mulheres precisam conhecer sua resposta antes de decidir seu voto. Candidato, você está disposto a defender os direitos de mulheres falarem sobre sua própria realidade material? Caso afirmativo, assine nossa Carta-Compromisso!
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Durante anos, repetiu-se que a expectativa de vida de travestis no Brasil seria de apenas 35 anos. Ele foi mobilizado para sustentar uma narrativa de extrema vulnerabilidade e urgência que ajudou a justificar mudanças em políticas originalmente estruturadas com base no sexo. A mentira foi invocada no debate público e institucional para defender o acesso de pessoas do sexo masculino a espaços, categorias, políticas e direitos criados para mulheres - inclusive em discussões sobre cotas, prisões, esportes, banheiros e outras políticas públicas. Questionar a origem desse número nunca foi uma questão de negar que pessoas trans possam sofrer violência ou vulnerabilidade. A pergunta sempre foi outra: pode o Estado restringir, modificar ou redistribuir direitos das mulheres com fundamento em uma afirmação cuja evidência não foi devidamente demonstrada? A MATRIA denuncia esse problema desde 2023. Alertamos instituições. Informamos ao CNJ que ele próprio reproduzia essa informação e pedimos sua retirada. Não fomos ouvidas. Agora, o Estadão também coloca em questão o fundamento desse número. É aqui que aparece a injustiça epistêmica: mulheres apresentam evidências, questionam fontes e apontam inconsistências, mas recebem menos credibilidade porque aquilo que dizem contraria uma narrativa institucionalmente protegida. Quando uma informação sem fundamento é utilizada apenas em um discurso, já existe um problema. Mas quando ela passa a fundamentar decisões do Estado que interferem nos direitos de outra categoria de pessoas, o problema ganha outra dimensão. Cassandra, na mitologia grega, alertava sobre o que estava acontecendo, mas estava condenada a nunca ser acreditada. Quantas Cassandras precisarão ser silenciadas antes que alguém pergunte não quem está falando, mas quais são as provas?
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Mulheres foram historicamente excluídas do esporte e lutaram por gerações para conquistar categorias próprias, oportunidades e espaços seguros. Esses direitos não podem ser tratados como negociáveis. E precisamos falar sobre isso sem medo. Quando discordar gera perseguição, censura e retaliação, não existe debate livre - existe silêncio imposto. Defender o esporte feminino é defender a história, a privacidade, a segurança e o futuro de meninas e mulheres. E essa responsabilidade não termina na aprovação de um projeto de lei: exige coragem e compromisso cotidiano de quem ocupa espaços de poder. obs: Fala de representante da MATRIA ocorrida na Camara de vereadores de Tubarão - Santa Catarina
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Há momentos em que os princípios de uma pessoa são medidos não pelo que ela diz quando é fácil dizer, mas pelo que ela sustenta quando sob pressão. Ana Carol é candidata a deputada estadual em Goiás. Ela foi pressionada e recebeu cobranças de seu partido para retirar a assinatura da Carta-Compromisso da MATRIA. Ela poderia ter recuado para evitar conflitos. Mas não recuou. Ana Carol fez algo que deveria ser básico na política, mas que, infelizmente, exige cada vez mais coragem: ouviu as mulheres de sua base, refletiu, formou sua própria convicção e se recusou a ser subjugada pela pressão de terceiros. E sua posição é muito clara: defender direitos específicos de mulheres e crianças não significa retirar direitos de ninguém. Por isso, ela decidiu manter sua assinatura na Carta-Compromisso da MATRIA. Não ceder a pressões e se manter fiel àquilo em que se acredita demonstra independência, corageme compromisso com os próprios princípios. A democracia precisa de mulheres que possam pensar por si mesmas. Mulheres que possam discordar. Mulheres que não aceitem que partidos, grupos ou movimentos determinem quais pautas femininas podem ou não defender. Ana Carol escolheu não se calar. E, em tempos de silenciamento, fazemos questão de registrar isso publicamente. Coragem é não abandonar seus princípios quando o preço aumenta. Candidatos, compromentam-se com aquilo que acreditam, assinem nossa Carta-Compromisso.
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O essencial da MATRIA é garantir a segurança e a dignidade de meninas e mulheres. Se você concorda, associe-se. A MATRIA só existe porque mulheres se uniram para lutar pelos seus direitos. Preencha o formulário no nosso site ou envie mensagem por WhatsApp (ambos no link da bio) e faça parte dessa luta. É por todas nós.
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Caso Frente LGBTIA+ RJ: autoritarismo e consenso forjado. A nota da Frente LGBTIA+ contra a MATRIA e contra os candidatos que assinaram nossa Carta-Compromisso revela muito mais sobre o método político de quem a escreveu do que sobre nós. Comecemos pelo básico: direitos das mulheres não são uma invenção inconveniente da MATRIA. A Constituição reconhece homens e mulheres como categorias jurídicas e prevê proteções específicas às mulheres baseadas no sexo. Defender direitos baseados no sexo e exigir que sejam respeitados é absolutamente legítimo e dentro dos próprios parâmetros legislativos. Mas, quando faltam argumentos, abundam os rótulos. Já fomos acusadas de “eugenia” por este mesmo grupo, uma acusação grotesca e frontalmente oposta ao que defendemos. Mas não basta atacar a MATRIA, é preciso constranger publicamente os candidatos que dialogam conosco: exigem que candidatos expliquem suas assinaturas, que as retirem e ainda cobram posicionamento de seus partidos. A mensagem é clara: dialoguem com a MATRIA e serão prejudicados. Assinem nossas propostas e serão pressionados a recuar. Esse método parece funcionar: duas candidaturas do PT que haviam assinado a Carta-Compromisso recuaram diante da pressão da militância. Mas vale perguntar: - que tipo de construção política se pretende fazer pela intimidação? - de que vale uma assinatura retirada pelo constrangimento? - que valor tem uma adesão obtida pelo medo? A MATRIA jamais quereria que um político diga se comprometer com as pautas que defendemos por obrigação ou pressão. Queremos políticos que leiam nossas propostas, conversem conosco, façam suas próprias avaliações e, se concordarem, assumam publicamente esse compromisso. Do contrário, qual o interesse? Decisões tomadas de forma informada e independente significam autonomia política. E democracia. A MATRIA não exige que candidatos deixem de conversar com movimentos LGBTIA+. Até porque existem demandas importantes e legítimas nesses grupos. Não exigimos punições aos que acham que mulher é um sentimento autodeclarado, não fazemos listas de quem pode ou não ser ouvido. Nós apresentamos propostas. Os candidatos decidem. Porque quem tem argumentos, debate. Quem não consegue vencer o debate é que tenta controlar quem pode participar dele. E há uma ironia ainda maior nessa história. Quando a Frente fala em “população LGBTIA+”, fala basicamente da letra T. A MATRIA reúne massivamente mulheres lésbicas e bissexuais, em proporção absurdamente maior do que sua representação na população geral. 32% das nossas associadas são lésbicas e bi. Nós também fazemos parte da “população LGBTIA+”. A letra T não fala em nome de todas as outras letras. Por fim, observem como o suposto consenso da esquerda sobre as demandas do transativismo vem sendo forjado: Candidatos de esquerda que reconhecem sexo como marcador relevante são pressionados, atacados, silenciados e excluídos. Os grupos que fazem essa pressão justificam dizendo que defender tal posição é “coisa de direita”. Depois, tentam transformar o resultado da pressão que exerceram em prova de que não existe tal posição na esquerda. Percebem o mecanismo? Primeiro, constrangem. Depois, usam o constrangimento para produzir a aparência de consenso. E é justamente por isso que a nossa Carta-Compromisso é tão importante. Ela rompe esse mecanismo ao afirmar que há políticos na esquerda que defendem políticas baseadas na realidade material do sexo e que candidatos podem assumir esse compromisso sem precisar pedir autorização a nenhum grupo de pressão. A reação da Frente LGBTIA+ RJ não enfraquece a Carta-Compromisso a MATRIA. Pelo contrário, demonstra sua relevância. Se fosse uma questão irrelevante, ninguém precisaria pressionar candidatos a retirar suas assinaturas. Se fosse uma posição exclusivamente “de direita”, não seria necessário tentar impedir que pessoas de esquerda a defendessem publicamente. Lembramos, mais uma vez, que a Pesquisa Nacional de Opinião realizada em 2024 pela IRG Pesquisa mostrou que 67,8% das pessoas que votaram em Lula para presidente em 2022 se opõem ao acesso de homens que se identificam como mulheres a políticas públicas pensadas para mulheres. O medo dos grupos transativistas é que essa maioria dentro da esquerda passe a expressar publicamente suas opiniões. Por isso o desespero para silenciar quem ousa se manifestar é cada vez maior. A existência da Carta-Compromisso da MATRIA torna visível justamente aquilo que alguns querem manter invisível: há disputa política dentro da própria esquerda sobre questões ligadas a “identidade de gênero”, e as mulheres estão organizadas para participar dela.
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PT pressiona candidatura a retirar assinatura da Carta da MATRIA Todo os candidatos de esquerda que assinaram a Carta-Compromisso da MATRIA estão sofrendo pressão para retirar sua assinatura. No caso de candidatura do PT que havia assinado há algumas semanas, a pressão veio inclusive de dentro do partido, com a desculpa de que os compromissos assumidos com a assinatura iriam contra as diretrizes partidárias. Nós lemos as diretrizes para as eleições 2026 constantes no documento aprovado no 8° Congresso Nacional do PT e não há absolutamente nada ali que seja incompatível com os compromissos elencados na Carta da MATRIA. Trata-se pura e simplesmente de atitudes anti democráticas e de tentativas de silenciamento de candidatos que sabem que o sexo é um marcador relevante para políticas públicas para mulheres. ---- Uma candidatura* do Partido dos Trabalhadores (PT) que havia assinado a Carta-Compromisso da MATRIA para as eleições 2026, solicitou sua retirada do site. * Optamos por não revelar o sexo da pessoa pressionada a recuar, para preservá-la. A pressão dessa vez não veio apenas de “entidades LGBT” (que estão atacando diversos candidatos que assinaram a Carta)...mas também de dentro do partido. Segundo a candidatura, o partido teria alertado que assinar um compromisso público com mulheres e crianças teria sido considerado incompatível com as diretrizes programáticas do PT. Nós fomos ler as diretrizes. O documento aprovado pelo 8º Congresso Nacional do PT para as eleições de 2026 tem as seguintes seções relevantes para o tema: Seção 3: Defesa da vida das mulheres como projeto de nação; Seção 11: Justiça social e direitos LGBTQIAPN+: por um projeto de país sem hierarquias nem invisibilidades; Seção 12: Direito à Cidade e Direito ao Esporte: Pilares da Cidadania. Não há, em nenhum dos dois capítulos, qualquer incompatibilidade com a Carta-Compromisso da MATRIA. Na seção dedicada às mulheres, o PT trata “mulheres” como um grupo específico de política pública, defende o combate ao feminicídio, ao estupro e às diversas formas de violência contra as mulheres, além de maior participação feminina nos espaços de poder. Esta seção não menciona em momento algum “mulheres trans”. Na seção dedicada à população LGBTQIAPN+, o documento defende políticas de saúde, educação, empregabilidade, proteção social e participação política para travestis e pessoas trans. Essa é a única menção, em 69 páginas, a pessoas que se declaram “trans” e não há qualquer diretriz que determine que pessoas trans sejam consideradas mulheres para todos os efeitos ou que devam ocupar espaços femininos. Na seção dedicada a esporte, o documentos declara que “o objetivo é romper com as barreiras que excluem mulheres, negros, pessoas com deficiência, indígenas, quilombolas e populações periféricas.” A seção não traz nenhuma diretriz a respeito de “mulheres trans” participarem nas categorias esportivas femininas ou menção à ideia de “identidade de gênero” (ausente do documento como um todo). Então, que diretriz programática a assinatura da Carta-Compromisso da MATRIA violaria? Aos candidatos de partidos da esquerda sofrendo pressão para não assinar a Carta da MATRIA ou para retirar sua assinatura, lembramos o seguinte resultado de pesquisa de opinião nacional realizada em 2024, pela IRG Pesquisa: 67,8% das pessoas que votaram em Lula para presidente em 2022 se opõem ao acesso de homens que se identificam como mulheres a políticas públicas pensadas para mulheres. A MATRIA não exige concordância de ninguém. Não pressionamos candidatos ou partidos a mudar suas posições quando elas são diferentes das nossas. Quem discorda da MATRIA é livre para discordar. O que nos causa espanto é o contrário: que grupos ou partidos pressionem candidatos a retirar uma assinatura porque seus compromissos com mulheres e crianças não são considerados aceitáveis. Discordar é parte da democracia. Impedir que alguém manifeste publicamente sua posição é outra coisa. Candidatos, não cedam às pressões. Sejam firmes em seus posicionamentos, estejam do lado das mulheres e da maioria da população.
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Bom ver mais gente apontando a óbvia mentira desse número. Leiam nosso dossie detalhado sobre o tema: associacaomatria.com/falsas-…
Quem me acompanha já sabe: os 35 anos divulgados como suposta expectativa de vida das pessoas trans é um número sem embasamento quantitativo. Mas houve uma novidade agora em 2026. Explico na coluna de hoje no @estadao. Link no comentário.
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A MATRIA tem todo um relatório a esse respeito: associacaomatria.com/falsas-… Essa é uma das mentiras mais bem sucedidas do transativismo, repetida de forma acrítica pela maior parte da mídia.
FRANKITO, O CURIOSO | x.gd/Y4rnS É plausível considerar que a expectativa de vida das pessoas trans seja mais baixa em comparação com a população em geral, mas não é a metade
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MATRIA (Brasil) retweeted
O transativismo mostra a que serve esse movimento. Enquanto nosso candidato ao governo do Rio de Janeiro, Luan Monteiro, está preocupado em discutir os problemas reais enfrentados pelos trabalhadores, tentaram impedi-lo de participar do debate com gritos acusando o PCO de transfobia, pelo fato de o partido ter assinado um compromisso com a Mátria em defesa de políticas públicas para mulheres e meninas baseadas no sexo. Luan mostrou muito bem qual é a política do PCO: a luta de classes!
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Mulheres que lutam por seus direitos não são preconceituosas Mulheres estão sendo acusadas de preconceito sempre que impõem limites. - Mas uma mulher vítima de violência sexual que solicita acolhimento sem a presença de homens não é intolerante. - Uma mulher no hospital que não quer receber cuidados íntimos de um homem não é uma nazista. - Uma mulher que não quer que bebês sejam usados em tentativas de indução de lactação por um homem não é intolerante. - Uma lésbica que não deseja manter relações afetivas ou sexuais com homens não está discriminando ninguém. - Uma mulher que diz que o esporte feminino deve ser só para mulheres não é extremista. - Uma mulher que defende que presídios femininos sejam destinados a pessoas do sexo feminino não é cruel e nem desumana. - Uma mulher que se recusa a usar palavras que contradizem sua percepção da realidade não é fascista. - Uma mulher que acredita que o sexo importa não é excludente. Mulheres não devem ser coagidas a oferecer o próprio corpo, sua intimidade, seu consentimento, seus espaços, seus direitos ou até seus filhos como instrumentos de validação de terceiros. Estabelecer fronteiras não é ódio, e consentimento não pode ser violado em nome de uma suposta inclusão. Parem de demonizar mulheres comuns por defenderem limites, privacidade e espaços que existem há gerações.
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É frequente ouvirmos alguém dizer que "a lei diz que mulher trans é mulher". Não. Nenhuma lei no Brasil diz isso. Mas e se existisse tal lei? Sua existência transformaria magicamente homens e mulheres? Também não. Uma lei pode produzir efeitos jurídicos, mas não pode alterar a realidade. Leis podem estar baseadas em premissas erradas e, nesse caso, a história mostra que, no confronto com a realidade, é a lei que acaba mudando. Jamais a realidade.
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