Quando a extrema direita assumiu a OAB/RJ e destruiu o atendimento que fazíamos às famílias de vítimas da violência, quando estávamos na gestão, a OAB Federal ficou em silêncio.
Era nesse serviço que eu e outras advogadas acolhíamos famílias como a de Ana Clara, acompanhada por nós na fase de inquérito.
Agora, para se solidarizar com um senador da República que atuou gratuitamente na defesa do acusado de matar essa criança, a OAB Federal encontra voz.
Questionar a atuação de Flávio Bolsonaro não é atacar a advocacia criminal. É cobrar coerência de uma instituição que se mobiliza pelo senador, mas se cala diante do desmonte do acolhimento às vítimas.
Para o senador, solidariedade. Para as famílias, silêncio.