Eu saí do Brasil em 12 de novembro de 2025 depois que Moraes acolheu uma petição criminal mentirosa de uma petista que me acusava de tentativa violenta de abolição do Estado democrático de direito, por ter escrito uma reportagem que expôs a máquina de perseguição montada por Moraes no TSE. A única coisa que eu "validei" ao sair foi que o Brasil não é mais uma democracia com garantias básicas, nem uma República com respeito a suas próprias regras como a do foro privilegiado.
Tive mais sorte que a maioria, porque a petição contra mim também acusava David Ágape e Eduardo Tagliaferro e, naquele caso, Moraes não precisava disso para perseguir Tagliaferro, já que Gonet já tinha preparado outra denúncia formal contra ele meses antes. A mesma que não impressionou uma corte da Itália, que recusou o pedido de extradição do ex-assessor de Moraes. Foi por isso, e só por isso, que a petição contra mim foi arquivada. Não foi por preocupação do Moraes em não parecer que persegue jornalistas, já que ele não teve problema nenhum em violar o sigilo da fonte do Luís Pablo.
Moraes no STF é incompatível com qualquer esperança de ter uma república democrática no Brasil. Quem votou em Lula votou em Moraes, conscientemente ou não.
Até aliados de Flávio temem que sua fuga acabe “validando” a decisão de Moraes.