Doutor em economia, Cientista de dados, Professor @Insper, Pesquisa @SejaIDP, Sócio @AEDConsultingBR, membro @MensaBR. Divulgo ciência. Opiniões são pessoais.

Brazil, São Paulo
Aula completa sobre o Tarifaço do Trump disponível no Youtube! Não fiz para ser algo genérico, mas para esmiuçar a maior parte dos argumentos e problemas envolvidos. 3h30 de conteúdo aberto, organizado em capítulos para facilitar ver por partes. Link na resposta abaixo 👇
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RT @FMouraBrasil: Davi Alcolumbre chamava Daniel Vorcaro de “meu amor”. Davi Alcolumbre sentou em cima do pedido de CPI do Master. O amor…
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RT @FMouraBrasil: Bastou vazar conversas de lobista com diploma de advogado (não sobre defesa judicial do cliente, mas sobre exploração de…
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O governo esperava arrecadar 29 bilhões com o imposto sobre dividendos. Até agora arrecadou 4. 😂😂😂
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Thomas Conti retweeted
Amanhã deve sair meu texto na @RevistaCrusoe onde comento a proibição das casas de aposta e a restrição de jogadores estrangeiros como exemplos de insegurança jurídica e nacionalismo econômico, dois vilões da economia brasileira. Até lá deixo vocês com o comentário certeiro do @ThomasVConti. Meu único adendo é que até para proibir propaganda seria necessário uma regra de transição.
O governo federal inventar agora de proibir as bets na canetada é só um jeito sofisticado de <não> proibir as bets, mas passar a imagem que está fazendo algo a respeito. A atividade das bets foi autorizada pelo legislativo e elas pagaram um imposto específico para operarem por 5 anos. Não existe a menor chance de vingar um decreto ou medida provisória proibindo a atividade delas do nada. A medida vai ser contestada no judiciário e vai perder, voltando tudo para a estaca zero. Se o governo realmente quisesse fazer algo a respeito das bets, a via adequada seria propondo um projeto de lei. E a proibição total dificilmente teria apoio da maioria, dado que a atividade foi legalizada tão recentemente. Uma via mais fácil e responsável de lidar com isso seria, por exemplo, um projeto de lei que proibisse publicidade de bets - tratar a atividade como tratamos o cigarro. Está aí para ser comprado, mas não pode fazer divulgação positiva e precisa alertar dos riscos. Isso já cortaria boa parte da influência e do crescimento explosivo que esse setor de apostas online vem tendo na economia, e não criaria insegurança jurídica com a lei anterior que permitiu a atividade delas.
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Fui questionado sobre proibição de publicidade das bets e liberdade de expressão. Para quem tiver interesse, tem uma conversa breve nesse fio.
Replying to @well_goncalves8
Eu subscrevo à teoria do Derek Partif de que, em suas versões mais sofisticadas, utilitarismo, deontologia e contratualismo convergem para um utilitarismo de regras abrangente. Assim, eu não considero que exista uma oposição incontornável entre respeitar direitos individuais e promover boas consequências. A liberdade de comunicação comercial é um direito que deve ser protegido, mas no limite do respeito aos direitos dos outros. Por exemplo, não existe direito a fraudar seus clientes, nem liberdade total de prometer benefícios que não existem em seus produtos e o cliente que se vire com as consequências. Imagine isso na medicina o potencial de dano que teria. Logo, a publicidade - seja de bets ou qualquer outro setor - pode estar sujeita a restrições gerais e proporcionais quando houver razões suficientemente fortes para proteger terceiros contra danos significativos. Não deveria haver controvérsia, por exemplo, em proibir qualquer sugestão pelas bets de que participar dessas apostas é uma "renda extra" ou "renda passiva". Qualquer sugestão delas nesse sentido é literalmente uma fraude comercial, não um direito inocente à liberdade de expressão. Apesar disso, vemos mensagens eufemísticas nesse sentido o tempo todo pelas bets e seus ditos embaixadores. No passado da indústria do cigarro eles também davam um jeito de dizer que "médicos recomendam o cigarro X" - outra fraude. Há um processo de aprendizado institucional aqui, com muitas vidas destruídas pelo caminho até a sociedade de fato aprender.
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O governo federal inventar agora de proibir as bets na canetada é só um jeito sofisticado de <não> proibir as bets, mas passar a imagem que está fazendo algo a respeito. A atividade das bets foi autorizada pelo legislativo e elas pagaram um imposto específico para operarem por 5 anos. Não existe a menor chance de vingar um decreto ou medida provisória proibindo a atividade delas do nada. A medida vai ser contestada no judiciário e vai perder, voltando tudo para a estaca zero. Se o governo realmente quisesse fazer algo a respeito das bets, a via adequada seria propondo um projeto de lei. E a proibição total dificilmente teria apoio da maioria, dado que a atividade foi legalizada tão recentemente. Uma via mais fácil e responsável de lidar com isso seria, por exemplo, um projeto de lei que proibisse publicidade de bets - tratar a atividade como tratamos o cigarro. Está aí para ser comprado, mas não pode fazer divulgação positiva e precisa alertar dos riscos. Isso já cortaria boa parte da influência e do crescimento explosivo que esse setor de apostas online vem tendo na economia, e não criaria insegurança jurídica com a lei anterior que permitiu a atividade delas.
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Thomas Conti retweeted
Artists: but I don't want to lose my job. I love it. Mathematicians: but I don't want to lose my job. I love it. Economists: LONG HAVE I AWAITED THIS HOUR! DESTROY ME, EFFICIENCY, AND LET UTILIZATION-ADJUSTED TOTAL FACTOR PRODUCTIVITY RISE ON THE WIND OF MY ASHES!
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“Numa nota oficial que o STF emitiu em abril, Alexandre de Moraes foi peremptório. Disse que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”. Não é bem assim. Foram vários voos e pelo menos um deles, ocorrido em 22 de agosto de 2025, está registrado em vídeo.” O Brasil não pode assistir inerte à credibilidade de seu tribunal constitucional ser destruída pelas evidências montantes de corrupção de seus membros. As instituições e a sociedade precisam reagir. (@laurojardim publicou hoje o vídeo no @JornalOGlobo)
Vídeo registra viagem de Moraes em jatinho de Vorcaro após novo contrato de R$ 50 milhões; veja dlvr.it/TVYqCK
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Thomas Conti retweeted
Exclusivo: pagamentos que o próprio Master associou ao filho de Kassio Nunes Marques coincidem com julgamento em que ministro tomou decisão com impacto bilionário para negócios de Daniel Vorcaro. "500 mil mês". Na @revistapiaui Leia no link: piaui.uol.com.br/web/dominad…
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Thomas Conti retweeted
A solução constitucional para a necessária faxina ética no STF passa pelo Senado. Se o atual Senado continua cego, mudo e surdo ao que acontece no seu prédio vizinho em Brasília uma faxina preliminar no Senado é necessária na eleição de 2026.
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Julgamento no STF projeta grave risco de impunidade e aprofunda crise institucional A Transparência Internacional - Brasil manifesta extrema preocupação com os acontecimentos observados na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal realizada em 15 de setembro de 2026. O julgamento revelou uma preocupante resistência institucional à abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O que estava em discussão não era uma condenação, mas apenas a possibilidade de apuração de fatos sustentados por um conjunto robusto de evidências já conhecidas do público. Ainda assim, a sessão foi marcada por manobras obstrutivas, tentativas de deslegitimação do procedimento e sucessivos conflitos processuais. Ainda que existam questionamentos sobre aspectos da condução processual adotada pelo ministro André Mendonça, os quais devem ser objeto de escrutínio e debate nos foros apropriados, nada disso justifica a resistência demonstrada por parte dos ministros à mera abertura de uma investigação. A principal consequência desse julgamento é o agravamento da percepção de impunidade, sendo orquestrada aos olhos de todos em transmissão ao vivo. Se o sistema demonstra tamanha resistência já na etapa preliminar de uma investigação, torna-se difícil acreditar que diligências mais sensíveis, eventuais denúncias e futuros julgamentos possam transcorrer com a independência, a objetividade e a efetividade exigidas pelo Estado de Direito. A sessão também expôs evidentes conflitos de interesse. A participação de Moraes, diretamente afetado pelo objeto da investigação, a ausência de declaração de suspeição por parte do procurador-geral da República e as controversas abstenções de ministros cujos nomes igualmente aparecem associados aos fatos contribuíram para aprofundar dúvidas sobre a imparcialidade do processo. Igualmente grave foi a degradação institucional observada ao longo do julgamento. Ataques pessoais, intimidações, agressões verbais, tentativas de constrangimento de ministros e episódios de contestação da autoridade da presidência da Corte produziram um espetáculo incompatível com a dignidade e a responsabilidade constitucional do Supremo Tribunal Federal. Os danos não se limitam ao Judiciário. Em um contexto de forte polarização política e proximidade das eleições, a incapacidade das instituições de investigar com credibilidade seus próprios integrantes torna-se um fator de crescente instabilidade democrática. Ao aprofundar a descrença da população na igualdade perante a lei, a crise enfraquece a confiança nas instituições e alimenta o avanço de alternativas populistas e autoritárias. Diante desse cenário, os mecanismos institucionais de controle enfrentam um teste decisivo. O Conselho Superior do Ministério Público deve cumprir seu papel e afastar do caso o atual procurador-geral da República, designando um membro com independência e disposição para conduzir as investigações necessárias, livre de conflitos de interesses. Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal deve assegurar a continuidade regular e célere do julgamento, com a pronta devolução do processo pelo ministro Flávio Dino e a retomada da votação pelo plenário sem novas manobras procrastinatórias. Caso contrário, crescerá a pressão por mecanismos constitucionais extraordinários de responsabilização, como os processos de impeachment, com todos os riscos institucionais que isso envolve. O Brasil não pode aceitar a consolidação de um regime de excepcionalidade para as mais altas autoridades da República. Tampouco pode permitir que a legítima indignação da sociedade seja instrumentalizada por projetos antidemocráticos. A sessão de 15 de setembro poderá ser lembrada como um dos momentos mais graves da crise de credibilidade das instituições brasileiras. A restauração da confiança pública dependerá da demonstração concreta de que ninguém está acima da lei e de que os mecanismos de responsabilização continuam capazes de alcançar até mesmo os detentores dos maiores poderes da República.
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RT @FMouraBrasil: O senador Alessandro Vieira vai impetrar um mandado de segurança para tentar garantir a instalação da CPI destinada a inv…
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This is revealing: "nearly every one of the Gen Z-ers we spoke to explicitly asked for systemic, top-down change to social media platforms. Not through self-control apps or screen-time reminders but through the only mechanism they believe could work: regulation." One participant drew a direct parallel to tobacco: “Before the government regulated the tobacco industry, everyone was smoking, even though they knew it was bad. Because the environment encouraged and allowed for that to happen. Yeah, the doctors would smoke. Now we need to get into a state where the environment shifts so young people’s habits shift.” nytimes.com/2026/09/08/opini…
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Hoje, tive a honra de colaborar com o Financial Times @FT sobre a crise no STF. Infelizmente, dado o tamanho do problema em nosso país, não posso dizer que foi um prazer. Estamos com uma imagem cada vez pior.
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Thomas Conti retweeted
📝 New article on Our World in Data: Is organic farming better for the environment than conventional farming? One of the most common questions we’re asked about food systems is whether organic farming is better for the environment than conventional methods. We wrote about this many years ago, but wanted to revisit this question and answer it based on the most recent available studies. The very clear takeaway is that there is no clear-cut winner. Organic farming tends to perform better on ecotoxicity metrics and can support more biodiversity on a given farm. Conventional farming consistently wins in land use; it achieves higher yields, so it requires less land to grow a given amount of food. On impacts such as greenhouse gas emissions and water pollution, organic farming tends to win per hectare. But because it achieves lower yields, this benefit disappears when we compare it per kilogram of food. When it comes to carbon emissions, there is no obvious winner. The largest differences we see are between different types of foods. The environmental impacts of beef or pork, for example, are far higher than those of plant-based foods, regardless of whether they’re organic or conventionally farmed. The key limiting factor for organic farming is land use. A future with more organic farming and less agricultural land than today would only be possible with larger shifts toward more plant-based, less land-hungry diets.
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A Assembleia Legislativa de Goiás possui 143 cargos comissionados para cada deputado. No Mato Grosso, são 132. Rondônia? 93. E por aí vai Se a Assembleia de São Paulo, a maior do país, conta com 2.376 servidores comissionados ligados aos parlamentares, o Rio de Janeiro possui 5.277. Não há lógica. Mas há um alto custo - administrativo e democrático Afinal, vocês acham realmente que esse tanto de comissionado é contratado para trabalhar? Exemplo aleatório: o deputado Beto Dois Um, do Mato Grosso. Seu gabinete, tal qual uma empresa de médio porte, conta com 64 funcionários
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Why are the wealthiest so wealthy? 27-year panel: top 0.1% wealth gap reflects higher saving (36%), inheritances (31%), returns (28%). Calibrated to cross-sections alone, models miss "New Money" or "Old Money"; our dynamic facts pin down the mechanism. econometricsociety.org/publi…
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1/ Novo working paper, w/ @guiverpats, @sergiopfirpo e @prvsct: Quais são os efeitos sobre o crédito e as finanças de quem começa a fazer apostas online? Para responder, juntamos o extrato bancário e o registro de crédito do Banco Central (SCR) das mesmas pessoas. 🧵
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Um juiz constitucional cercado por gravíssimos indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça já representa, por si só, um risco institucional em razão da natureza de suas condutas. Mas torna-se um elemento ainda mais desestabilizador pelas medidas que pode adotar em busca da impunidade. É nisso que o ministro Alexandre de Moraes se transformou diante das revelações que apontam para suas condutas com Daniel Vorcaro e, sobretudo, diante de sua retaliação autoritária, colocando o Supremo Tribunal Federal no caminho de uma crise institucional sem precedentes. O Brasil precisa priorizar a defesa de suas instituições e de seu regime democrático, neutralizando imediatamente essas ameaças. O ministro Moraes deve ser afastado de suas funções para que as investigações possam ser conduzidas sem riscos de interferência e sem que a crise escale ao ponto de uma ruptura institucional. Da mesma forma, toda a rede de autoridades potencialmente implicadas ou que esteja obstruindo os mecanismos constitucionais de responsabilização também deve ser afastada e investigada. Se as vias naturais de resolução estão sendo bloqueadas pelo procurador-geral da República e pelo presidente do Senado Federal, cabe aos plenários do Supremo Tribunal Federal e do Senado, bem como ao Conselho Superior do Ministério Público, desobstruir os mecanismos previstos pela Constituição para o enfrentamento dessa crise. As investigações dos esquemas do Banco Master e de outros casos de grande complexidade exigem a atuação coordenada dos órgãos de investigação, persecução criminal e julgamento, cada qual dentro de sua competência constitucional. Somente assim é possível assegurar o devido processo legal, a ampla defesa e a solidez das futuras responsabilizações, evitando que nulidades ou interferências comprometam a busca por justiça, reparação e recuperação da confiança pública nas instituições. Em um contexto de grave tensão institucional, intensa circulação de desinformação e crescente instrumentalização política das investigações, especialmente durante o período eleitoral, a máxima transparência dos procedimentos torna-se ainda mais necessária e deve ser tratada como prioridade por todas as autoridades envolvidas. Já estão em pleno curso as mesmas táticas que, no passado, foram empregadas com sucesso para enterrar investigações que alcançaram os mais altos níveis do poder no Brasil: a disseminação massiva de desinformação, a manipulação do debate público e a divisão da sociedade, impedindo que ela se una em defesa de seus próprios interesses. O Brasil precisa resgatar as lições do passado e impedir que a corrupção sistêmica volte a operar seus mecanismos de impunidade. O que está em risco agora é muito mais do que a destruição das investigações sobre o maior caso de corrupção financeira da história brasileira. O que está em jogo é um colapso institucional na mais alta instância do sistema de Justiça, com potencial para contaminar o processo eleitoral e favorecer sua captura por forças populistas e autoritárias, em diferentes níveis, valendo-se da indignação popular. A sociedade e as instituições precisam agir com responsabilidade, firmeza e respeito à ordem constitucional para conter a escalada da crise e preservar a integridade do Estado Democrático de Direito.
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