Pobre Paris, pobre França. De uma nação próspera, heróica na resistência contra o nazifascismo, brilhante nas artes, campeã na qualidade de vida, transformou-se em país de economia decadente, sociedade dilacerada, entregue ao vandalismo.
Como pode essa tragédia da civilização acontecer?
Muito ainda se escreverá sobre essa dor, espelhada na sujeira, destruição e vandalismo desse sábado. E muitos temerão colocar o dedo no essencial: a origem reside na política socialista, que criou vantagens e proteção social, incluindo aos imigrantes, mas desestimulou a produção e o avanço tecnológico. Esse é o drama substancial.
A França, de certo modo, cerceou a expansão capitalista, tentando gerar um modelo tipo “socialista-ecológico”, impondo regras e custos aos investimentos de capital. Atendeu à cultura woke, abafou o empreendedorismo. Caiu a liberdade econômica.
Apostou no coletivo, sacrificou o individualismo. Gerou satisfação popular, mas comprometeu as finanças públicas.
No curto e médio prazo, desde François Mitterrand, foi bem; depois a engrenagem do sistema passou a se desgastar, gerando atrito. Os franceses consumiram a gordura da riqueza acumulada e, aos poucos, empobreceram.
Perderam vigor. No índice de prosperidade do HelloSafe, ocupa hoje o vigésimo lugar do mundo.
Macron é o símbolo político do modelo lentamente decadente que, hoje, ninguém sabe como superar na França.
Ficaram entregues à própria sorte.