Não,
@DarioDurigan :
o mercado que estava com dificuldade de entender você.
Era muito abstrato seu plano.
Grande parte das minhas palestras é para o mercado financeiro.
É o meu maior público, seguido pelo agro, pela indústria e pelo real estate.
Por isso, ouço com frequência uma pergunta dos economistas:
quem estará à frente da economia em um eventual governo Flávio Bolsonaro ou em mais um governo Lula?
Não sei.
Não é um assunto sobre o qual gosto de fazer apostas. Mas há um detalhe que tem chamado muito a minha atenção.
A diferença de postura entre Dario Durigan, pelo lado de Lula, e Daniella Marques, pelo lado de Flávio.
Nas conversas que tenho com profissionais do mercado, a percepção sobre Durigan é quase sempre parecida: complexo, contraditório, difícil de entender. Há muito vai e volta, muita explicação e pouca previsibilidade.
Daniella Marques tem transmitido justamente o contrário.
Pode ser que nem seja ela a escolhida para ocupar o principal cargo econômico de um eventual governo Flávio. Isso pouco importa para o meu ponto.
O que chama atenção é a postura: clareza na comunicação, objetividade, sinceridade e, principalmente, constância.
Ela está presente nos eventos, conversa com o mercado, explica suas ideias sem transformar o básico em algo incompreensível e vem ganhando espaço dentro da própria campanha.
No fim, olhando apenas para a comunicação econômica apresentada hoje, vejo uma comparação curiosa.
De um lado, temos um Dario PICASSO para o mercado:
cheio de formas, interpretações, idas e vindas. Você olha, pensa, tenta entender e cada um sai com uma conclusão diferente.
Do outro, uma espécie de Daniella THATCHER, óleo sobre tela.
Um quadro menos abstrato, mais objetivo, com um discurso reformista simples de compreender.
É o bê a bá.
O feijão com arroz.
Gastar menos. Simplificar. Dar previsibilidade. Melhorar o ambiente de negócios.
Recuperar confiança.