Há 1 mês, a Embaixada dos EUA no Brasil postou essa foto da Serra de Caldas, no Cerrado brasileiro.
Ontem, os EUA sinalizaram interesse explícito nas reservas de terras raras do Brasil. Coincidência?
A cerca de 90 km de Serra de Caldas tá a CMOC Brasil, uma das maiores produtoras de nióbio e fosfato do país.
A ~250 km, em Patos de Minas / Presidente Olegário (MG), há jazidas de terras raras, fosfato, potássio e titânio.
A ~300 km, em Araxá (MG), fica a CBMM, maior produtora de nióbio do mundo, com terras raras presentes nos rejeitos.
A ~500 km, em Serra Verde (GO), opera a primeira mina de terras raras em argila iônica fora da China, com destaque para neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.
Também a ~500 km, em Nova Roma (GO), a Aclara Resources planeja a extração de terras raras pesadas, como disprósio e térbio, no projeto Carina.
Esses são só alguns dos pontos próximos dessa região que consegui mapear.
O Brasil possui cerca de 21 milhões de toneladas de reservas de terras raras, a segunda maior do mundo, atrás apenas da China. Isso torna o Cerrado uma peça-chave na geopolítica global dos minerais críticos.
Cerca de 20% das reservas globais tão no Brasil. Os EUA, em comparação, detêm apenas 2%.
Registro do 🇧🇷 feito pela
@NASA! Esse elemento oval é a Serra de Caldas, que fica no Cerrado e se destaca cerca de 300m acima da paisagem no coração do 🇧🇷. A imagem foi tirada pelo satélite Landsat 9, parceria entre
@NASA e
@USGS que orbita a Terra. 📷: USGS/NASA