Católico. Filósofo e escritor.

Santa Catarina, Brazil
« [...] Por um lado, a crítica de Hegel ao “Absoluto” estático é acertada; em especial, quando identifica isso na escolástica, por exemplo. Sua solução é funcional, justamente porque a unidade conflituosa, de fato, parece comportar-se de forma similar à descrição hegeliana, e há uma razão para isso, que será explicada posteriormente. Seu erro, contudo, foi justamente generalizar essa dialética para além de seu domínio, ignorando a diferença entre tensão e conflito/contradição. Uma tensão pressupõe uma unidade, um unum per se, um Logos de proporcionalidade que analogiza e harmoniza forças opostas ou distintas em prol de uma totalidade, mas ainda uma tensão inevitavelmente dinâmica em sua estrutura, o que contraria o próprio entendimento de Hegel, que indiscutivelmente partiu do preconceito moderno de que toda a “unidade clássica” (em especial a de Parmênides, da substância aristotélica e, por conseguinte, da tradição escolástica) é algo estático e paralisado — mais uma vez, sua crítica não é totalmente desprovida de razão. [...] Essa natureza opositiva da qual fala Hegel de fato existe, e é muito bem descrita pelo alemão; entretanto, ela reside somente nas unidades parciais ou instáveis, e aqui jaz seu erro fundamental. Ora, justamente por ela ser característica das unidades instáveis, a filosofia hegeliana é tão eficaz em descrever movimentos dialéticos, da mesma forma que os seus herdeiros ideológicos são, frequentemente, mais perspicazes do que aqueles que seguem um entendimento puramente lógico e positivista (estes confundem as estruturas da lógica e da matemática profana com a estrutura ôntica e viva do real). A projeção dessa característica da falsa unidade ontológica — isto é, a unidade por negação e conflito — sobre a totalidade do real, é o princípio do erro de Hegel. » Continuação: luizcarlosbasilio.substack.c…
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There is nothing strange about it: it should be evident that a machine cannot philosophize. Being already the product of an actualized power of intelligence, and an unum per accidens, it cannot surpass human intelligence itself, which possesses an intrinsic unity, a forma substantialis, and an actus essendi that ground the comprehension of being in act, the very first foundation of philosophy. LLMs can at best take fundamental premises (identity, non-contradiction) and make inferences from them, but they can never comprehend the act upon which these principles are self-evident: the subject’s presence to its own being as one and the same.
Philosophy is so strange. I'm not sure we could even, in principle, have a day like math has had today: “Oh wow, the categorical imperative is proved!"
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"As ideias exercem um grande poder sobre os homens e desta forma se um homem tiver ideias boas, elevadas, nobres, o efeito que elas poderão provocar serão correspondentes a estas qualidades. (...) O maior inimigo é o mau pensamento." (Mário Ferreira dos Santos) ⦿
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É estranho alguém ter feito o Seminário de Filosofia e afirmar que o professor era um "bruxo" que "enfeitiçava com as palavras", mesmo em tom metafórico. Afinal, ele passou o curso inteiro denunciando com intensidade essa tendência, que remonta a Hegel, nas filosofias modernas, chegando a expor e ensinar o método como contraexemplo de conduta filosófica para que os alunos soubessem reconhecê-lo e rejeitá-lo. O que se confunde com "bruxaria" é, na verdade, apenas o apelo irresistível de uma alma sincera e genuinamente voltada para a verdade — e cada um de seus alunos sabe disso. Agora, acerca de seus herdeiros, eu concordo, mas acrescentarei o seguinte: o professor Olavo era uma mente brilhante de certo gênio filosófico (basta ver a sua redescoberta solitária do ilm al-huduri e a enantiomorfia gnosiontológica a partir dos discursos aristotélicos), mas não era um gênio da estatura de um Leibniz ou Platão. Ora, se Mário Ferreira dos Santos, que mais se aproxima destes, não produziu um herdeiro à altura (embora alguns digam que o próprio Olavo o seria), e se nem mesmo Platão pôde produzir um grande herdeiro além de Aristóteles, é natural que Olavo produzisse uma horda de intelectualoides papagueadores e deturpadores. Afinal de contas, quidquid recipitur ad modum recipientis recipitur. Qualquer empreitada filosófica de alto nível, quando lançada sobre um meio cultural degradado e sem preparo moral, recai numa "cristalização precoce" e monstruosa. A proliferação dos fanáticos, portanto, não é necessariamente fruto do ensino do professor, que não se cansava de alertar contra a militância, o fingimento e a busca por grupos, mas sim da incapacidade da matéria bruta brasileira de assimilar a dimensão real do que estava sendo ensinado. Ele buscou ao máximo formar grandes mentes filosóficas, mas a matéria bruta atual é praticamente um caput mortuum. Se, eventualmente, surgir um grande filósofo para herdar a investigação olaviana ou ferreiriana neste país, estando à altura destes, será um milagre tão grande quanto a existência do Mário e do próprio Olavo.
O Olavo era, de fato, um bruxo, não no sentido de fazer mandinga e botar na encruzilhada, mas no de enfeitiçar com palavras, unir esotérico e exotérico em formas linguísticas, mover hordas de pessoas e modular seus afetos com uma língua que cortava o vento. Enquanto ele estava vivo, ninguém podia vencê-lo. Era o melhor. Debulhou todos os seus opositores e instalou nas pessoas uma nova forma de ver a vida, mais, uma nova forma de sentir a vida, que produziu tantas maravilhas - o florescimento de um catolicismo verdadeiro, o nascimento de um interesse intelectual genuíno por parte dos jovens, a elevação da inteligência e da personalidade de tantas pessoas, o reavivamento do amor ao Brasil etc - quanto desgraças - lunáticos de toda sorte, movimentos políticos deletérios, crescimento do sedevacantismo, divisões e inimizades pessoas que bem poderia não ter existido.
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Keep your soul spotless:
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Ortega y Gasset diz que não é tão difícil profetizar quando se conhece história o bastante. ⦿
Eu tenho certeza que Olavo de Carvalho aprendeu alguma arte diabólica na Tariqa de Shuon pra prever o futuro. Literalmente.
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Every time people criticize metaphysics what they mean by metaphysics is “this is some type of philosophy I don’t like”. If by metaphysics they just meant, first philosophy or ontology, ie, saying what things are, then almost guaranteed they too do metaphysics!
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What sin does to your soul.
Picasso’s First Self-Portrait, when he was 15, and his Last, when he was 90.
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A esquerda sempre esteve à frente da direita pelo rigor dialético com que lia crises, mas atrofiou no conforto de décadas de hegemonia. É o momento exato para enterrá-la durante um bom tempo, mas não devemos jamais subestimar seu poder de reação no longo prazo.
Voce pensa que a turma aprendeu a lição…. Ai acorda e ler isso aqui. Vão apanhar por muito tempo ainda. Nao conseguem entender o recado que as urnas deram.
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No gov Lula há prisões políticas e censura à imprensa, com o alinhamento do STF que silencia críticas como antidemocráticas. Já dizia o Olavo: o lugar mais perigoso para um esquerdista é sob um governo de esquerda, ainda que ele não tenha intelecto suficiente para perceber isso.
"Primeiro, tiraram o nosso voto. Depois, tiraram o direito ao dinheiro e às propriedades. E então, tiraram o direito ao trabalho. Por fim, tiraram o direito ao próprio corpo." - O Conto da Aia
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Nietzsche já alertava: na multidão, a loucura é a regra. Quem para de pensar por si mesmo e passa a pensar com o rebanho reduz o próprio cérebro a uma caixa de ressonância de projetos de poder. Daí surgem simplificações grosseiras e completamente imbecis, como essa:
eu não quero perder o direito ao estudo eu não quero morrer por ser quem eu sou eu não quero perder o direito ao voto eu não quero que minha forma de amar seja ilegal eu não quero ter que sentir medo por ser mulher
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Godless, nihilistic people on this website seem genuinely unable to grasp why human consciousness is special. They have no sense of the sacred, lack understanding and appreciation of human creativity, and possess no wonder at existence itself. They live a sad, soulless existence
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subject (subiectum) from which the native powers (potentiae) emanate. It is these powers that enable intellection, ratio, creativity, and memory, all of which find their operative disclosure in conscientia. Analytical decomposition is strictly posterior. In the concrete +
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intellectual act itself, consciousness is not a dispersed bundle of disconnected functions; it is an indivisible, intensive whole (totum et non totaliter; conscientia, proprie loquendo, non est vis, sed actus) through which these manifestations are unified and made present.
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The distinction can be useful, but one has to be careful not to fall into the great errors that already begin with Descartes and culminate in modern functionalism: conflating the analytical structure of intellection with the res ipsa. A mode is, by its very nature, always a +
Every time you hear “consciousness” (singular, as if it is one thing), think instead of “modes of cognition” (plural, which may be qualitatively different and even graduated into lower and higher forms). That conceptual shift alone sets aside, even dissolves, many problems otherwise take for granted.
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modus entis, a determination of an underlying subject that is (quod est). The Gordian knot dissolves entirely once we recover the fundamental metaphysical hierarchy of the human being: the actus essendi, which primordially actualizes the psyche as the underlying +
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Orbits are elliptical, certain viruses are icosahedral, sunflower seeds exhibit Fibonacci sequences, and honeycombs are built with hexagonal cells. Since we abstract geometry from the physical world, we shouldn't be surprised that nature behaves according to its rules.
How the hell did these things naturally occur anyways
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E no fim os abortistas só queriam matar criança mesmo. Por isso dizem que uma fresta para o diabo é um portão inteiro aberto: primeiro libera contracepção, depois aborto até o primeiro mês, depois aborto até o parto, então libera matar criança que "está sofrendo", e por fim toda criança.
Criança da 1ª eutanásia infantil na Holanda tinha 2 anos, não andava nem falava glo.bo/4d9TjXK #g1
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A quantidade de pessoas dizendo que somos mesmos "máquinas biológicas" é assustadora. Infelizmente, o mecanicismo realmente venceu. No século XXI, não haverá tarefa mais urgente do que recuperar o verdadeiro sentido do humano.
Just to point out the obvious, AI cultists believe a LLM thinks because first of all they think of *themselves* as machines.
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Com muita razão, o Papa eleva o debate ao plano ontológico: a máquina não é um unum per se nem possui forma substantialis; falta-lhe subsistência, interioridade e um actus essendi próprio. Isso é elementar na metafísica, porém está completamente esquecido hoje.
Hac intellegentiae artificialis aetate, urgens fit humanam artem ab iis distinguere, quae machinis efficiuntur. Ars enim et ea, quae machina ex innumeris alienis imaginibus statisticae ope computationis generare potest, ontologice, prius etiam quam aesthetice, inter se differunt. Algorithmis humani deest favilla. Quapropter Ecclesia cum artificibus et humani cultus institutis foedus renovare cupit: foedus scilicet ad humanum custodiendum.
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