Chupetinha foi o deputado mais votado do Brasil, de novo. Mas no dia eu apontei algo esquisito.
Primeiro: o governador Cleitinho anunciou voto em Bolsonaro, mas se recusou a se alinhar ao bolsonarismo. Fez acenos durante todo o segundo turno aos petistas, esquerdistas e contrários ao candidato do PL.
Segundo: mesmo com o caminhão de votos, Nikolas não puxou tantos colegas de partido como se imagina e o que vimos foi um crescimento substancial de deputados do PT e PSOL eleitos em Minas.
Cleitinho foi eleito em primeiro turno. Ou seja, não tinha palanque para Bolsonaro em Minas. O desenho de um crescimento das bases esquerdistas no estado estava desenhado. E o que o chupetinha fez? Como bom estrategista político resolveu viajar o Brasil ao lado de seu candidato. Esqueceu de trabalhar suas bases em um estado conhecido por definir o pleito e que teve recorde de abstenções no primeiro turno.
Resultado: único estado onde Lula reverteu o resultado negativo foi em Minas. E a tradição segue: ganhou lá, ganhou o jogo.
Os amigos de direita não engajados ao bolsonarismo adoram dizer a frase que a esquerda precisa se reiventar e coisas do tipo. Quero ver as críticas a esse erro crasso de estratégia. Janones tomou as ruas e o deputado mais votado de Minas menosprezou o seu próprio eleitorado de uma maneira eu diria quase que juvenil. O que nos levam a pensar se esses caras sabem mesmo fazer política.