O site
@ConJur_Oficial se define como o "o mais influente site sobre Justiça e Direito em língua portuguesa."
Curiosamente, o mais influente site sobre Justiça e Direito não informou aos seus leitores que Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, teve seu pedido de extradição negado pela justiça italiana.
O motivo? Violação do direito de defesa, com Moraes fazendo as vezes de vítima, investigador e juiz. A decisão publicada no final de outubro ainda aponta que o caso é análogo ao da Carla Zambelli, cujo pedido de extradição, feito por Moraes, foi negado pelo "STF italiano", que viu no caso da ex-deputada uma "macroscópica violação do direito de defesa".
O Consultor Jurídico também se mantém silente sobre a negativa que o judiciário espanhol deu ao STF. Neste caso, o réu era o jornalista Osvaldo Eustáquio, que, segundo a Suprema Corte da Espanha, é vítima de perseguição política no Brasil.
O que explica o tamanho deste silêncio ensurdecedor?
Em 2017, quando a esquerda ainda se arriscava a denunciar os desmandos dos Supremos, o site A Pública — financiado pelo George Soros, diga-se de passagem — publicou uma extensa reportagem detalhando as conexões entre o proprietário do site e Gilmar Mendes. Apesar da aura de imparcialidade, de técnicos analisando o direito, a publicação sempre teve um lado claro: o do poder.