VAMOS PARAR DE VARRER AS VERDADES PARA DEBAIXO DO TAPETE?
Neste recorte, Kim Paim faz uma análise bastante incômoda sobre determinadas atitudes de Bia Kicis e sobre a maneira como ela vem se posicionando em episódios envolvendo integrantes da própria família Bolsonaro.
O ponto levantado por Kim é importante: não se trata simplesmente de “bolsonaristas atacando a Bia” ou de pessoas querendo criar briga dentro da direita. O que ele procura mostrar é justamente o oposto: existem comportamentos e manifestações que, ainda que muitas vezes apareçam de forma disfarçada ou possam ser posteriormente apresentados como “não foi isso que eu quis dizer”, acabam produzindo efeitos políticos claramente contrários aos interesses de Bolsonaro e de seus filhos.
O episódio mais recente chama atenção porque Bia deu RT em uma publicação de um perfil que é conhecido por atacar Bolsonaro e seus filhos desde as eleições de 2024. A justificativa apresentada posteriormente foi a de que ela não teria percebido que o conteúdo também atacava Carlos Bolsonaro.
Kim questiona: é realmente possível não perceber?
Não é a primeira vez.
Ele recupera episódios envolvendo Eduardo Bolsonaro, a questão da Magnitsky e outras manifestações nas quais, depois da repercussão negativa, aparece a tentativa da Bia de explicar que não houve endosso ou que não se percebeu exatamente o conteúdo que estava sendo compartilhado. É um repeteco da história, do “modus operandi” dela.
É justamente aí que a análise fica mais importante.
O problema não é cobrar um deputado ou uma senadora. O problema seria deixar de cobrar.
E quando qualquer questionamento é imediatamente classificado como “fogo amigo”, “briga interna” ou tentativa de criar divisão, cria-se uma espécie de blindagem: o parlamentar pode errar, pode compartilhar conteúdo de adversários, pode reforçar uma narrativa contra alguém do próprio campo — e, ainda assim, quem questiona é acusado de estar provocando a briga.
Há uma diferença enorme entre criticar alguém por divergência política e documentar comportamentos recorrentes que parecem produzir sempre o mesmo resultado.
O próprio Kim mostra registros anteriores e procura estabelecer uma sequência de acontecimentos. Não é simplesmente “Bia contra Kim” ou “Kim contra Bia”. É uma discussão sobre comportamento político, lealdades, estratégias e, principalmente, sobre quem está efetivamente fortalecendo ou enfraquecendo o projeto bolsonarista.
Por isso, chamar toda crítica desse tipo de “ataque dos bolsonaristas” inverte completamente a realidade.
O que queremos é mostrar que existe um movimento muito mais sutil acontecendo — um movimento que se apresenta como apoio, moderação ou conciliação, mas que, na prática, termina ajudando a narrativa dos adversários.
E, para quem acompanha política com atenção, ignorar esse tipo de comportamento pode custar muito caro.
Vale assistir ao recorte inteiro e tirar suas próprias conclusões.
@kimpaim