Entendo o pessimismo, mas não desista. O Japão passou quase todo o pós-guerra sob governos conservadores e isso pode criar a sensação de que “não existe alternativa”, uma espécie de acomodação. Mas o exemplo do Brasil, com a derrota de Bolsonaro, mostra que quando gente comum se junta dá para barrar projetos autoritários. Não precisa ser uma virada gigante de uma vez: converse com quem está perto, encontre grupos, sindicatos, coletivos, seções locais do partido, apoie causas concretas que possam ajudar de fato o povo japonês. É um trabalho de formiga, um dia de cada vez.
Talvez este seja justamente o melhor momento de começar a plantar alternativas com os outros.