O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, aparece entre os advogados do cabo da PM Bruno Dias Delaroli, acusado de matar com um tiro de fuzil a menina Ana Clara Gomes Machado, 5, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, em 2021. O registro da atuação do senador está no acórdão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que, em 2024, rejeitou por 3 votos a 2 um recurso da defesa para tirar o policial do júri popular. O PM ainda não foi julgado. O caso voltou à tona durante o debate entre os candidatos à Presidência da República na Band, logo após Flávio mencionar que o presidente Lula foi o mais votado em presídios. O petista retrucou: "Esse assassino que você não deixou ser preso, que matou uma criança de 5 anos, votou em você?". Flávio defendeu sua atuação como advogado. "Você não pode criminalizar a advocacia, Lula. Nem teve julgamento e você já condenou o cara." Procurada por mensagem nesta segunda (19), a assessoria do senador não retornou. Ana Clara foi atingida pelo disparo quando brincava na frente de casa com o irmão de 2 anos, na travessa Alvorada, no Badu, na comunidade do Monan Pequeno, em 2 de fevereiro. Ela morreu no Hospital Estadual Azevedo Lima. Segundo a denúncia da Promotoria, o cabo, lotado no 12º BPM (Niterói), disparou com um fuzil calibre 7,62 em direção a uma área residencial e continuou atirando mesmo depois de pessoas gritarem "é morador, é morador". A Promotoria afirma que não houve confronto. Segundo ela, a viatura não tinha marcas de tiros e a perícia só recolheu no local estojos de munição de fuzil.
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📷 Reprodução/ONG Rio de Paz
#PraTodosVerem: Ana Clara Machado, 5, morreu após ser atingida por um tiro na porta de casa, em uma favela de Niterói (RJ)